Palestra de Casais em Campinas – 07/11 às 19h30

Casais de Campinas e região saberão tudo sobre os  tratamentos de fertilidade, com as Dras. Dayana Couto e Flávia Torelli.

Dia 07 de Novembro nossa equipe médica e embriologistas apresentarão uma palestra no Hotel Vitória Concept, para esclarecer todas as dúvidas de quem quer engravidar ou está com alguma dificuldade.

Não perca essa oportunidade! Será um prazer tê-los com a gente.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI.

Palestra Campinas - 07.11_Huntington

Quando devo procurar um especialista em reprodução humana?

Esta é uma dúvida muito comum entre as mulheres que já se consultam regularmente com o ginecologista. A resposta é: depende da idade.

Mulheres abaixo de 35 anos podem tentar engravidar por até 1 ano antes de procurar ajuda especializada. Recomendamos este período, pois não é todo mês que o corpo tem condições favoráveis para gerar a gravidez e há  tempo para esperar sem diminuir as chances de gravidez. No entanto, a partir dos 35 anos, a capacidade reprodutiva da mulher vai diminuindo progressivamente, por isso indicamos iniciar a investigação a partir de 6 meses de tentativas em casa.

Outra questão muito importante que devemos lembrar é que a partir dos 35 anos também devemos pensar em estratégias para preservar a fertilidade. Indicamos às mulheres que não tem pretensão de engravidar nos próximos 1 ou 2 anos procurar um especialista para congelar os óvulos, e assim ter liberdade de escolher o momento ideal para engravidar. Além disso, nos casos de pacientes com câncer, a estratégia de congelar os óvulos antes do tratamento de quimioterapia é de extrema importância.

Lívia Oliveira Munhoz

Dra. Lívia Munhoz Soares, médica especialista em reprodução assistida do grupo Huntington.

Outubro Rosa: é possível ter filhos após o tratamento oncológico?

Texto publicado no site Bebe.com.br.

Para acessar a matéria clique na imagem a seguir.

Especialista esclarece quais alternativas as mulheres que enfrentam um câncer de mama podem recorrer para realizar o sonho da maternidade.

Descobrir um câncer é um momento muito sensível na vida de qualquer pessoa: planos e certezas de repente são substituídos por dúvidas e decisões a serem tomadas. Com relação ao câncer de mama, esse cenário pode se repetir por volta de 50 mil vezes por ano – número relativo aos novos casos da doença descobertos anualmente no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (IBCC).

Enquanto isso, atualmente, os diagnósticos têm sido feitos de maneira precoce e os tratamentos são cada vez mais eficazes. Assim, de 85 a 90% das pacientes jovens com essa patologia sobrevivem e, muitas delas, têm o sonho de ser mães. O que muitas não sabem é que os tratamentos oncológicos, como radio e quimioterapia, podem comprometer a qualidade dos óvulos ou até provocar uma menopausa precoce.

Felizmente, avanços na medicina nos permitem preservar a oportunidade de maternidade nessas mulheres em idade reprodutiva. O congelamento de óvulos é a técnica mais utilizada e o procedimento leva em torno de 10 a 15 dias para ser completado, pois a ovulação da mulher é induzida por meio de medicamentos e os óvulos precisam de alguns dias para amadurecer antes do congelamento. Caso a paciente já esteja em um relacionamento estável, ela pode fertilizar os óvulos logo que forem extraídos dos ovários e, assim, congelar os embriões formados.

Em uma situação em que a mulher precisa começar o tratamento com urgência, recomenda-se a criopreservação de tecido ovariano. O método também pode preservar a fertilidade de meninas que ainda não passaram pela puberdade e não podem ser estimuladas com hormônios.

Trata-se de um procedimento cirúrgico para a retirada de parte ou de um dos ovários, que leva até dois dias e possibilita um início mais rápido do tratamento oncológico. Os fragmentos do ovário são congelados por tempo indeterminado e, posteriormente, reimplantados no ovário remanescente da paciente quando for liberada pelo oncologista para tentar a gravidez. O tecido pode levar de três a quatro meses para recuperar suas funções hormonais e, depois, é possível ovular e tentar a concepção.

Além disso, as pacientes que porventura não conseguiram preservar a fertilidade antes dos tratamentos e ficaram inférteis também têm a possibilidade de conceber. É possível engravidar com óvulos doados, procedimento com 60% de chance de eficácia, uma vez que é realizado com células reprodutivas de uma mulher de até 35 anos de idade, segundo as regras do Conselho Federal de Medicina. Quanto mais jovem o óvulo, maior a probabilidade de se ter um filho.

Opções de tratamento não faltam, então o risco de infertilidade deve ser apresentado pelos médicos antes do início do tratamento. Mesmo em um momento delicado, as pacientes podem conquistar a possibilidade de escolher seu futuro reprodutivo, de ter ou não filhos.

dr-mauricio-barbour-chehin2

Dr. Maurício Chehin, médico especialista em reprodução assistida do grupo Huntington.

10 dúvidas sobre Doação de Óvulos

1)   O que é a doação de óvulos?

É a doação de óvulos de uma mulher saudável (doadora) para outra que não tem óvulos próprios de boa qualidade. A doação ocorre quando uma mulher cede seus óvulos para que ele seja fecundado e transferido para o útero de outra mulher.

2)  Quem pode se beneficiar da Ovodoação?

Mulheres que não conseguem engravidar por alteração no óvulo, são elas:

- Idade avançada (mais de 40 anos) que gera perda da qualidade ovular;

- Ausência de ovários por causa genética ou cirúrgica;

- Menopausa precoce, que gera falência ovariana antes dos 40 anos, levando essas mulheres a não produzirem mais óvulos

- Mulheres que já tiveram múltiplas falhas de tratamento;

- Mulheres com alterações genéticas vinculadas ao óvulo;

- Mulheres que realizaram tratamentos oncológicos.

Obs: Casais homoafetivos formados por homens também podem receber óvulo doado, que será fecundado com o sêmen de um deles e gerado no útero de outra doadora, chamado de “doação temporária do útero”.

3)  Quem pode ser doadora?

As candidatas geralmente são voluntárias que realizam o procedimento para ajudar outra pessoa, desde que preencham os seguintes pré-requisitos:

- Ter no máximo 35 anos;

- Não possuir doenças genéticas ou infectocontagiosas;

- Não deve ter nenhum problema de saúde que possa ser agravados pela estimulação ovariana, como cânceres dependentes de hormônio.

Obs 1: É preciso ressaltar que nesse tipo de tratamento, o importante é a idade do óvulo e não a idade do útero que irá recebê-lo.

Obs 2: No Brasil, a maior recomendação do Conselho Federal de Medicina (CFM) é que seja realizada a doação compartilhada, onde doadora e receptora necessitam de tratamento para engravidar.

4)  Como é feito o processo?

Chamamos de doadora a mulher que fará a estimulação da ovulação, que resultará na coleta de vários óvulos que serão doados para outra mulher, a receptora. A mulher que vai fazer a doação toma medicamentos injetáveis no início do ciclo menstrual para induzir o crescimento dos folículos (bolsas que contém os óvulos) e após 10 a 12 dias, é realizada a aspiração dos folículos. O procedimento é realizado colocando-se uma agulha fina por via vaginal, com sedação leve. Geram poucos efeitos colaterais, geralmente sensação temporária de inchaço e desconforto abdominal leve.

No mesmo dia da aspiração folicular o sêmen (do esposo ou, eventualmente, de doador) é preparado e os espermatozoides fecundam os óvulos no laboratório. Assim se forma o embrião que é cultivado (geralmente durante 5 dias) e depois colocado no útero da receptora.

A receptora terá seu útero preparado com hormônios (estradiol e progesterona) antes de receber o embrião, através do uso de medicações inicialmente por via oral e geralmente após 12 a 14 dias, associadas às de via vaginal. As medicações são utilizadas até o terceiro mês de gestação, quando a placenta assume a função de manter a gravidez.

5)  Quem será a mãe do bebe gerado por óvulos doados?

No Brasil a lei estipula que a mãe da criança será a mulher que gerou o bebê e não a que forneceu o óvulo. Caso a mulher que deu a luz à criança seja uma barriga solidária, o filho é considerado do beneficiado pelo procedimento.

6)  A criança pode se parecer com a doadora?

Esta é uma questão interessante, pois muitas vezes as mulheres que vão receber os óvulos temem que a criança não se pareça com ela, podendo gerar questionamentos por outras pessoas. No entanto, a escolha da doadora é realizada com muita cautela, por uma equipe especializada, para que haja semelhança física, como cor da pele, cabelos, olhos, altura, biótipo e também do tipo sanguíneo entre a doadora e a receptora.

Além disso, sabe-se que entre as pessoas há semelhança de mais de 99% dos genes, ou seja, o maior determinante das características individuais, tanto físicas como comportamentais não é o DNA em si, mas como se dá a expressão dos genes.

Tal conceito chama-se epigenética, que é definida como mudanças herdadas na expressão do gene, que não alteram a sequência de DNA. Ou seja, sabe-se que o processo da mãe de gestar e a própria criação do bebê influencia sua formação e ajuda a “moldá-lo”.

7)  Posso saber a identidade da doadora?

O processo de doação de óvulos é legal no Brasil, no entanto deve ser anônima e sigilosa. Ou seja, a doadora não saberá a identidade da receptora e vice-versa, conforme a legislação do CFM (Conselho Federal de Medicina). A legislação brasileira atual não permite a doação entre familiares.

8)  Qual a chance de sucesso?

A taxa de sucesso do tratamento de fertilização in vitro está relacionada principalmente à qualidade dos gametas (óvulo e espermatozoide) que formarão o embrião. Por este motivo, no tratamento com óvulos doados, em que a qualidade do óvulo em geral é muito boa, pois as doadoras são jovens, a taxa de gravidez é alta (50-60%).

9)  Preparação para a Doação de Óvulos

Indicamos acompanhamento psicológico para o casal antes do tratamento, pois se trata de um caminho diferente, que requer adaptação dos planos do casal e aceitação das limitações individuais. Logo, pode levar certo tempo até o casal assimilar o caminho alternativo. No entanto, trata-se de uma excelente opção para muitas mulheres, que antes não podiam conquistar o tão sonhado desejo de gestar.

10)  Doar óvulos tem efeitos colaterais?

O tratamento é bem tranquilo, pode causar leve desconforto, além de ter mínimos riscos. No entanto, para que sejam coletados vários óvulos, o ovário é estimulado e cresce. Este crescimento pode causar certo desconforto abdominal, principalmente nos últimos dias de medicação, e os níveis hormonais elevados podem causar sintomas como os de TPM, alteração de humor e dor nas mamas.

Saiba mais sobre o assunto clicando aqui.

Lívia Oliveira Munhoz Thais Domingues

Dra. Lívia Munhoz Soares e Dra. Thais Domingues,  médicas especialistas em reprodução assistida do grupo Huntington.