Homem com HIV pode ter filhos sem transmitir a infecção

Matéria publicada no portal Bebê.com.

Técnica é aplicável a outras doenças virais e separa espermatozoides do sêmen infectado, possibilitando tratamentos seguros.

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A AIDS é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana, conhecido como HIV, e não tem uma cura conhecida pela medicina. Contudo, é possível que os portadores do vírus tenham filhos de maneira segura, sem infectá-los ou infectar sua parceira, por meio de uma técnica já conhecida da medicina reprodutiva: a lavagem seminal.

O método permite que doenças virais, como o próprio HIV e as hepatites B e C, não sejam transmitidas. A lavagem seminal centrifuga e filtra o sêmen, isolando os espermatozoides não contaminados do restante do líquido seminal. Assim, os espermatozoides sadios podem ser utilizados em procedimentos de reprodução assistida, sem risco de contaminação.

Apesar de já estabelecida há 15 anos, a técnica não é tão disseminada entre a população e essa conscientização pode ser um alento a pacientes que pretendem ter filhos não infectados. Poucos sabem de sua existência e até se surpreendem com a possibilidade. É uma oportunidade aos casais que têm o sonho de construir uma família saudável.

O tratamento mais adequado é escolhido de acordo com o perfil de infecção de cada casal. Nos quadros em que apenas o homem está infectado, que é o mais simples e comum, a lavagem seminal é suficiente para uma reprodução assistida segura. Quando as condições clínicas são ideais, a Fertilização In Vitro (FIV) pelo método de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) e, eventualmente, a inseminação intrauterina são os procedimentos mais indicados. No caso de a mulher estar infectada, há possibilidades de tratamento, mas os cuidados são maiores, para que possamos evitar a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o feto.

Quando ambos estão infectados e a carga viral positiva for baixa nos dois, exames complementares são realizados e, ainda assim, as técnicas de reprodução assistida serão necessárias, pois existem diferentes subtipos de vírus HIV. A troca de vírus entre os parceiros pode prejudicar em muito o tratamento da doença. É importante ressaltar que, enquanto a quantidade de vírus não for reduzida com os medicamentos disponíveis e a imunidade do indivíduo afetado não for recuperada, as técnicas de reprodução assistida são contraindicadas por existir alto risco de contaminação para a criança e descontrole da doença.

O monitoramento da infecção do HIV faz parte da série de exames exigidos aos pacientes. Cuidados como esse são importantes para avaliarmos a saúde como um todo. O sucesso no tratamento depende de fatores diversos e interligados. Mas é possível, hoje, obter uma gravidez segura.

Dr. Maurício Chehin, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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Cada uma tem sua hora! Descubra as vantagens e os riscos da gravidez aos 20 anos

Matéria publicada no portal da Revista Pais&Filhos.

Conheça os prós e contras de engravidar na faixa dos 2o anos.

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Do ponto de vista biológico, o organismo da mulher já está pronto para ter um filho depois da primeira menstruação. Como isso costuma ocorrer muito cedo, por volta dos 12 anos, os médicos acreditam que só depois dos 18 anos que o corpo e os órgãos sexuais estão preparados mesmo para gestar um bebê.
A especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington, Claudia Padilla, mãe de Miguel e Isabel, explica que entre os 20 e 30 anos a mulher possui o máximo da sua fertilidade. Nesta fase, o corpo feminino tende a ovular mais e os óvulos ainda são de melhor qualidade. Isso ocorre porque todo mês vários óvulos são “recrutados” para se desenvolver. O selecionado no mês irá se desenvolver e o restante morrerá. Este processo se inicia a partir da primeira menstruação. A queda da fertilidade feminina com o passar do tempo acontece por causa dessa perda mensal, que é comum no funcionamento ovariano.

Psicologicamente


Por volta dos 20 anos, as pessoas começam a definir os objetivos de vida. “Então, se a mulher tem como meta ser mãe e se prepara para isso, mesmo sendo jovem ela pode estar madura para ter um bebê e vivenciar uma experiência maravilhosa”, explica a psicóloga Aline de Sousa Ribeiro, filha de Maria Alice e Marcelino. Aline lembra também que é comum que uma mãe jovem sinta que está perdendo momentos que ocorrem mais na juventude, como uma viagem longa. “Em contrapartida, ela tem energia de sobra para aproveitar muito com o seu filho”, acrescenta.

Financeiramente

Este ponto varia mais em função dos hábitos de uma pessoa do que da faixa etária, de acordo com o especialista em finanças pessoais, Luciano Tavares, pai de Henrique, Eva e Helena. Entretanto, o profissional, fundador e CEO da Magnetis (empresa que presta consultoria para quem quer investir), lembra que o casal que deseja ter filhos aos 20 anos precisa ter em mente que os gastos com as crianças são bem maiores do que aqueles do dia a dia. “É importante ter uma reserva para emergências. Mulheres e homens não costumam ter esse estoque de dinheiro na faixa dos 20 anos, pois estão no início da carreira”, completa.

Dra. Claudia Gomes Padilla, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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27 de novembro – Dia Nacional de Combate ao Câncer

Criado em 1988, o Dia Nacional de Combate ao Câncer, tem por objetivo conscientizar a população acerca da doença, seus tratamentos e, principalmente sobre a prevenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas mortes por câncer poderiam ser evitadas, através da adoção de hábitos de vida mais saudáveis e cuidados com a saúde.

Entenda alguns pontos importantes citados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) que podem auxiliar na prevenção contra a doença:

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Não fume! O tabagismo é o maior fator de risco evitável de adoecimento e morte no mundo. Essa é a regra mais importante para prevenir vários tipos de câncer, principalmente o de pulmão.

Uma alimentação saudável pode reduzir muito o risco de câncer. Prefira uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais e leguminosas. Evite o consumo de alimentos enlatados e gordurosos.

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Mantenha 30 minutos de atividades físicas como parte da sua rotina. Caminhar, andar de bicicleta, dançar e nadar. A atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado, contribuindo para a prevenção de alguns tipos de câncer.  Manter o peso corporal adequado. O peso corporal e a gordura armazenada no corpo influenciam a saúde e bem-estar ao longo da vida. O excesso de gordura pode provocar acelerar o surgimento da doença.

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As mulheres devem realizar exames ginecológicos e das mamas anualmente. Esses exames devem ser feitos regularmente e mesmo que mulher não perceba nenhum sintoma. Se uma pessoa da família – principalmente a mãe, irmã ou filha – teve esta doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de desenvolver um câncer de mama. Por isso, é preciso estar atenta.

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Os homens precisam consultar o urologista regularmente e ficar atentos ao câncer de próstata. A idade é um fator de risco importante, pois a incidência aumenta significativamente após os 65 anos.

Evite ou limite a ingestão de bebidas alcoólicas. É importante destacar que há uma evidente relação dose-resposta entre o consumo de bebidas alcoólicas e o risco de câncer. Ou seja, quanto maior a dose ingerida e o tempo de exposição, maior será o risco de desenvolver a doença. Além disso, a combinação de álcool com tabaco aumenta a possibilidade do surgimento desse grupo de doenças.

A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. Use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Homens também podem ter problemas de fertilidade

Matéria publicada no portal Minha Vida.

Em 40% dos casos o problema está neles, veja como cuidar da saúde fértil.

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Qual foi a última vez que você esteve em um consultório de um urologista? Se você não lembra o nome do seu médico ou nunca foi a um deles, é importante dar mais atenção à sua saúde fértil. A infertilidade masculina é um tema de grande importância e tem ganhado relevância à medida que tabus e conceitos pré-estabelecidos têm sido desconstruídos.

Estudos comprovam que, em 40% dos casos, os homens são os responsáveis pela infertilidade de um casal – número apenas pouco menor à representação feminina. Este índice é alarmante, pois as mulheres ainda são maioria nos consultórios. A única maneira de cuidar da sua saúde fértil é receber acompanhamento médico periodicamente, para que os eventuais sinais identificados possam ser contornados.

Virilidade x fertilidade

É certo que uma confusão muito comum ainda atrapalha a criação desse hábito. A virilidade está relacionada à capacidade de ter uma ereção, enquanto a fertilidade é a capacidade de engravidar uma mulher. Há homens viris e férteis, mas também viris e inférteis. Portanto, não: não é porque você consegue manter relações sexuais que sua fertilidade está em dia. A ligação entre um fator e outro é apenas psicológica, emocional.

O que afeta a fertilidade do homem?

O fato de você não acompanhar sua saúde fértil é agravado por diversos fatores externos que contribuem para torná-lo infértil. A varicocele é a principal das responsáveis e representa 40% dos casos. Geralmente ela não apresenta sintomas, mas pode aparecer em forma de discreta deformidade na bolsa escrotal.

A lista de outros fatores é extensa:

  • Uso de determinados medicamentos e hormônios
  • Cirurgias testiculares, prostáticas ou de grande porte na região abdominal
  • Fatores genéticos
  • Obesidade
  • Tratamento contra o câncer, que inclui quimioterapia e radioterapia
  • Atividades cotidianas ligadas ao estilo de vida, como tabagismo, consumo exagerado de álcool, uso de drogas recreativas e de anabolizantes.

Como saber se sou fértil?

Nosso corpo não emite muitos sinais que permitam percebermos se estamos ficando inférteis ? o mais comum deles, que ocorre apenas em alguns casos, é a diminuição do volume testicular. Portanto, o diagnóstico de infertilidade é feito em consultório.

Inicialmente, é realizado o espermograma, exame simples que contabiliza importantes índices do espermatozoide a partir da coleta do sêmen. São levadas em consideração a capacidade de movimentação, a morfologia e o número de espermatozoides para que a infertilidade seja constatada. Um especialista apurará esses dados, com um exame físico e outros exames complementares, caso seja necessário.

Se você for diagnosticado com infertilidade, é importante manter a calma e buscar ajuda. Há casos simples, em que os testículos não funcionam por falta de ação hormonal, por exemplo, e quadros mais complicados. O diagnóstico é individualizado e nossa experiência de consultório revela que o tratamento, na imensa maioria das vezes, reverte o cenário, possibilitando a paternidade. A questão fundamental é manter atenção à sua fertilidade. Você tem mantido atenção à sua?

Dr. Mauro Bibancos, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Mauro Bibancos