Participe do 2º Congresso Internacional Huntington de Reprodução Humana

Em sua 2ª edição, o Congresso Internacional Huntington de Reprodução Humana, reunirá renomados pesquisadores e especialistas em medicina reprodutiva de todo o mundo para compartilhar os mais recentes avanços na investigação, diagnóstico e tratamento da infertilidade.

O congresso será realizado nos dias 26 e 27 de maio, no Tivoli Mofarrej Hotel, em São Paulo. As inscrições já estão abertas!

Acesse www.huntington.com.br/congresso2017 e participe!

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Saiba tudo sobre a Fertilização In Vitro

Texto publicado no Portal Área M.

Especialista explica como funciona um dos tratamentos mais procurados por casais que sofrem de infertilidade

Para muitos casais que possuem dificuldade para engravidar, recorrer aos modernos métodos de reprodução se tornou uma alternativa. Porém, a maioria dos métodos ainda gera dúvidas quanto a sua segurança e eficácia.

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Entre as opções, a Fertilização In Vitro (FIV) é a mais procurada por mamães e papais que já tentaram outros métodos ou foi constatado que possuem um problema de saúde mais grave para gerar um bebê, como uma lesão tubária, endometriose, distúrbios de esperma ou infertilidade não explicada. “A FIV é um procedimento laboratorial mais técnico, para quadros mais específicos que não podem ser resolvidos com as demais técnicas. Ela pode ser, inclusive, uma alternativa a falhas repetidas no tratamento de inseminação artificial”, explica a Dra. Melissa Cavagnoli, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

O processo de uma FIV costuma contar com cinco etapas: a primeira é a estimulação dos ovários com medicamentos, seguida da captação dos óvulos, que será feita via vaginal por meio de punção e sob anestesia geral.

Na próxima fase será realizada a fertilização dos óvulos com os espermatozóides, o que pode ser feito da forma clássica, isto é, os espermatozóides são colocados ao redor dos óvulos e o resultado é avaliado após 19 horas, ou por meio da injeção intra-citoplasmática, na qual o espermatozóide é inserido dentro do óvulo por uma agulha microscópica.

A quarta etapa é a cultura dos embriões, onde os mesmos são mantidos em incubadora por três a seis dias. Por fim, há a transferência dos embriões, que é um processo indolor, porém delicado.

De acordo com Melissa, mulheres por volta dos 35 anos de idade são as que mais buscam pela FIV atualmente em clínicas e hospitais. “Após essa idade começa a haver uma diminuição do potencial reprodutivo feminino. Contudo, grupos mais jovens também se utilizam da técnica, como em quadros de Síndrome dos Ovários Policísticos e endometriose, ou em casos em que o parceiro tem algum problema na saúde fértil”, comenta.

Além da ansiedade para obter sucesso com a fertilização, o medo dos efeitos colaterais é algo que ronda a cabeça de muitos casais. Contudo, segundo a doutora, eles raramente são preocupantes. “Não há contra-indicação, mas o ideal é que sejam feitos alguns exames prévios para avaliar se existe algum risco no uso dos hormônios para induzir o crescimento dos óvulos. Algumas pacientes apresentam, por exemplo, risco elevado de trombose”, explica.

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Mulheres com menos de 35 anos tem até 60% de chance de engravidar com a Fertilização In Vitro. A partir dessa idade as chances diminuem gradativamente

Ainda durante o tratamento, segundo a médica, é preciso que a paciente evite atividades físicas, sobretudo aeróbica. “Durante a estimulação dos óvulos, o ovário aumenta de volume além do que seria o fisiológico e, por isso, existe um risco de torção ovariana durante atividades físicas. Isso pode causar bastante dor e eventualmente necessitar até de um procedimento cirúrgico para reverter o quadro”, explica.

Já o sexo pode ser feito normalmente durante o tratamento, porém, no dia da coleta dos óvulos – em que o marido precisa realizar um espermograma – os especialistas orientam entre dois e cinco dias de abstinência sexual prévia para obter um melhor resultado.

Quando o procedimento ocorre bem, a paciente que engravida precisa manter o uso de algumas medicações por cerca de dois ou três meses. Somente depois das primeiras doze semanas, a gestante é liberada para o pré-natal com seu médico obstetra.

As chances de fertilidade de uma mulher, entretanto, estão diretamente relacionadas com a idade. “O ideal é começar a tentar engravidar antes dos 35 anos, pois mesmo com os tratamentos como a FIV as chances de sucesso são maiores”, orienta Melissa. “A partir dos 40 anos, os índices são bem menores, sendo que o ideal é que o casal não perca tempo e procure logo um especialista”, completa.

No Brasil, o custo de um tratamento de FIV custa, em média, a partir de 15 mil reais. Isso sem contar os gastos com medicação, que vai desde mil até 5 mil reais, dependendo da técnica adotada.

Em alguns hospitais públicos, é possível fazer os procedimentos de forma gratuita, como é o caso do Hospital das Clínicas e do Hospital Perola Byington, em São Paulo. Nestes casos, é preciso atender aos pré-requisitos necessários de cada instituição, além de estar disposto a enfrentar a longa fila de espera, que pode ser de até 3 anos.

Caso opte por uma instituição privada, o ideal é procurar uma clínica ou hospital de confiança. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pelo tratamento e pesquisar tudo sobre os locais de sua escolha.

Dra. Melissa Cavagnoli, médica especialista em reprodução assistida do grupo Huntington.

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Síndrome dos Ovários Policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é uma das alterações endócrinas mais comuns nas mulheres em idade reprodutiva e que, frequentemente, as faz vivenciar a infertilidade.

Diagnóstico

Todos os critérios levam em consideração, para seu diagnóstico, a presença de hiperandrogenismo (aumento de pelos em regiões observadas nos homens ou aumento de hormônios masculinos), além de alteração ovulatória (identificada pelas menstruações escassas ao longo do ano, com intervalo superior a 45 dias entre elas ou pelos ovários de aspecto policísticos ao ultrassom).

O diagnóstico, assim, é clínico, após a exclusão de outras doenças que possam levar às mesmas alterações, desde as mais simples, como aumento de prolactina, alterações tireoidianas, obesidade, até as mais graves, como tumores produtores de hormônio masculino – os androgênios.

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Tratamento

O tratamento deve ser direcionado à queixa da paciente, sendo que para as mulheres com problemas de obesidade, a perda de peso é medida urgente e inicial.

Para as que não desejam engravidar, devemos protegê-las dos riscos tardios da doença, como câncer de endométrio – parte interna do útero (através do uso de anticoncepcionais) e riscos metabólicos, como infarto e diabetes (através de dieta e pratica de exercícios, além de remédios que diminuam o risco de diabetes, como a metformina).

Para as que desejam engravidar, além de algumas medidas supracitadas, o objetivo principal é fazê-las ovular. Quando o casal infértil avaliado mostra como fator único a falta de ovulação, remédios, em forma de comprimido, para induzi-la podem resolver o problema. Entretanto, quando eles têm indicação de fertilização in vitro (por alteração masculina ou tubária), devemos optar por medicações indutoras mais potentes, de administração subcutânea.

Sempre devemos ter em mente que estas são pacientes mais propensas a complicações como a síndrome de hiperestímulo ovariano. Felizmente, quando bem assistidas por equipe experiente, esses riscos podem ser evitados e quase anulados.

Dra. Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Thais Domingues

Homem com HIV pode ter filhos sem transmitir a infecção

Matéria publicada no portal Bebê.com.

Técnica é aplicável a outras doenças virais e separa espermatozoides do sêmen infectado, possibilitando tratamentos seguros.

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A AIDS é uma doença causada pelo vírus da imunodeficiência humana, conhecido como HIV, e não tem uma cura conhecida pela medicina. Contudo, é possível que os portadores do vírus tenham filhos de maneira segura, sem infectá-los ou infectar sua parceira, por meio de uma técnica já conhecida da medicina reprodutiva: a lavagem seminal.

O método permite que doenças virais, como o próprio HIV e as hepatites B e C, não sejam transmitidas. A lavagem seminal centrifuga e filtra o sêmen, isolando os espermatozoides não contaminados do restante do líquido seminal. Assim, os espermatozoides sadios podem ser utilizados em procedimentos de reprodução assistida, sem risco de contaminação.

Apesar de já estabelecida há 15 anos, a técnica não é tão disseminada entre a população e essa conscientização pode ser um alento a pacientes que pretendem ter filhos não infectados. Poucos sabem de sua existência e até se surpreendem com a possibilidade. É uma oportunidade aos casais que têm o sonho de construir uma família saudável.

O tratamento mais adequado é escolhido de acordo com o perfil de infecção de cada casal. Nos quadros em que apenas o homem está infectado, que é o mais simples e comum, a lavagem seminal é suficiente para uma reprodução assistida segura. Quando as condições clínicas são ideais, a Fertilização In Vitro (FIV) pelo método de ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoides) e, eventualmente, a inseminação intrauterina são os procedimentos mais indicados. No caso de a mulher estar infectada, há possibilidades de tratamento, mas os cuidados são maiores, para que possamos evitar a transmissão vertical, ou seja, da mãe para o feto.

Quando ambos estão infectados e a carga viral positiva for baixa nos dois, exames complementares são realizados e, ainda assim, as técnicas de reprodução assistida serão necessárias, pois existem diferentes subtipos de vírus HIV. A troca de vírus entre os parceiros pode prejudicar em muito o tratamento da doença. É importante ressaltar que, enquanto a quantidade de vírus não for reduzida com os medicamentos disponíveis e a imunidade do indivíduo afetado não for recuperada, as técnicas de reprodução assistida são contraindicadas por existir alto risco de contaminação para a criança e descontrole da doença.

O monitoramento da infecção do HIV faz parte da série de exames exigidos aos pacientes. Cuidados como esse são importantes para avaliarmos a saúde como um todo. O sucesso no tratamento depende de fatores diversos e interligados. Mas é possível, hoje, obter uma gravidez segura.

Dr. Maurício Chehin, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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