É hora de enfrentar um tratamento de fertilidade, e agora?

Quando a gente precisa de um tratamento de reprodução assistida acho que mais do que nunca o casal precisa se preparar psicologicamente, afinal quem está preparado para ouvir que vai precisar de ajuda para engravidar? O primeiro impacto é aceitar que será preciso se tratar e não é nada fácil. A gente sonha, planeja e acha que vai engravidar logo e de repente se vê em meio a uma dificuldade. Por mais que se saiba que é algo comum, que pode acontecer, a gente nunca espera que vai acontecer logo com a gente, bom, pelo menos comigo e com meu marido foi assim, parece que tiraram nosso chão.

Passada essa primeira fase, é hora de encarar a realidade e pensar em se preparar para as possibilidades, pois infelizmente mesmo com um tratamento de reprodução assistida não há certeza de sucesso e é quase impossível não se empolgar que na 1a tentativa já teremos nosso bebê. Não que seja preciso nos desmotivarmos por isso, mas é preciso manter o “pé no chão”, ter um certo equilíbrio entre o otimismo e as reais possibilidades.

Quanto a ansiedade, acho que é bem óbvio que quanto mais conseguir controlar é melhor, pois ela não é uma boa companheira e muito menos conselheira nessas horas.

Ter uma boa conversa de casal, saber as expectativas e medos um do outro, se apoiar, acho que é muito importante. Essa questão é um desafio para o casal, não só para um ou para outro. Esse amadurecimento ainda nos ajuda muito para futuramente nos tornarmos pais. Acho que seria como uma “aula preparatória”.

Conversem com o médico para esclarecer todas as dúvidas. Acreditar que a melhor escolha é realizar um tratamento e ter o máximo de informação vai ajudar para que vocês se sintam mais seguros.

Outro ponto fundamental é não se culpar. Não importa se há problemas, agora é hora de respirar fundo e seguir em frente, pois logo ali na frente, um belo futuro nos espera :)

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Alê Nunes, mãe e blogueira

Dicas de Viagem para Gestantes

Nessa época do ano nada melhor que umas boas férias, mas é sempre bom lembrar algumas dicas para que as gravidinhas aproveitem a viagem com tranqüilidade.

- A primeira coisa a fazer é avisar seu médico! Independente da fase da gestação é sempre bom o médico estar ciente, pois pode dar algumas orientações e recomendações importantes ou mesmo alguma restrição dependendo do seu quadro médico. O médico também vai orientar se é preciso tomar alguma vacina, dependendo do destino da viagem.

- Algumas companhias de viagem só aceitam gestante mediante atestado médico, então informe-se antes para não ter problemas!

- Esteja sempre com sua carteirinha médica de gestante e documentos na bolsa.

gravida_aviao- Pense na sua comodidade! Se vai viajar de carro, avião ou ônibus é sempre bom lembrar de itens que possam ajudar você a se sentir bem, como almofadas próprias para pescoço e/ou barriga e travesseiro. Também é importante lembrar de escolher roupas e calçados confortáveis, pois inchar é algo bem comum, principalmente em viagens longas.

- Cuide da sua segurança. Use o cinto corretamente em qualquer meio de transporte.

- Tome bastante água, lembrando que vai fazer com que você precise ir ao banheiro mais vezes.

- Se for viajar de avião ou ônibus, procure ficar em assentos próximos ao banheiro e no corredor.

- Se for viajar de carro, é sempre bom ter alguns itens práticos para aquela vontade de fazer xixi, como protetores de assento sanitário (banheiro de posto exige cuidados), papel higiênico, lencinhos umedecidos e até mesmo aqueles saquinhos de “banheiro higiênico” de bolsa, pois são bem práticos e simples de usar.

- Se a viagem for longa é bom levar um lanchinho. Não fique muitas horas sem se alimentar e sem se movimentar. Fazer paradas (carro) ou mesmo se levantar, no caso de avião e ônibus, ajuda evitar o inchaço, mas tome muito cuidado com a segurança. Sentada, realize movimentos de flexão e extensão dos tornozelos para ativar à circulação do sangue.

- Muito cuidado com atividades físicas excessivas. É sempre bom lembrar que você está grávida, então ficar carregando malas e bolsas pesadas não é uma boa! Muito menos diversões radicais, como banana boat, saltar de asa deltas, entre outros. Passeios de barco podem não ser uma boa pedida também, já que você está altamente sensível a ter enjôos.

- É bom ter alguns itens na bolsa como: remédio para enjôo e azia, sempre indicado pelo médico.

- Muito protetor solar e labial, chapéu e óculos de sol, além de cuidar do horário de exposição ao sol. As grávidas tem a pele com alta propensão a manchas e nesta fase pode aparecer e não sumir mais, então se você pretende tomar sol, é muito importante cuidar da pele, dos lábios e da visão. Mesmo para quem não vai se bronzear ao sol é prudente usar protetor solar diariamente. Melhor ficar branquinha e com uma pele linda do que toda bronzeada e manchada.

- Se você está com mais de 30 semanas de gestação é sempre bom ter a bolsa da maternidade, a carteirinha de gestante, endereços de maternidades próximas e os telefones do seu obstetra por perto.

No mais, é curtir a viagem :)

Boas férias!

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Alê Nunes, mãe e blogueira

Limites para uma gravidez responsável

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Ao contrário do que muitos imaginam, os óvulos não são produzidos constantemente pelos ovários. Todas as células reprodutivas que a mulher libera durante a menstruação já estão estocadas em seu organismo quando ela nasce. Na puberdade, estima-se que uma adolescente tenha em torno de 400 mil óvulos. Parece uma quantidade promissora, no entanto, para cada óvulo maduro liberado centenas são perdidos. Nesse ritmo, ao chegar aos 50 anos, é bem provável que sua reserva ovariana já esteja esgotada.

Em termos gerais, até o começo dos 35 anos a mulher tem grande  chance de engravidar com os próprios óvulos. A partir dessa idade, a reserva ovariana vai se esgotando com maior rapidez. Assim, dos 36 aos 40 anos, as chances são de 40%. Dos 41 aos 44 anos, apenas 20%, e dos 45 aos 50 anos algo em torno de 5%. Acima dos 50 anos, as chances são quase impossíveis, somente cerca de 1% das mulheres consegue engravidar com óvulos próprios. Essas estatísticas são variáveis, não garantindo que mulheres com mais de 45 anos, por exemplo, ainda possam apresentar alguma possibilidade de engravidar a não ser por óvulos doados.

Diante dessas preocupações, é evidente como as mulheres de nosso tempo precisam, cada vez mais, planejar a gravidez. Para tanto, já existem programas interessantes como o check up da fertilidade, que faz uma série de eficientes exames para avaliar os potenciais reprodutivos da paciente e, então, estimar uma previsão do tempo ou das técnicas que ela pode se valer para engravidar com segurança e sem sustos.

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Dr. Mauricio Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

E se o problema de fertilidade é dele?

2507054-3277-recHoje resolvi falar um pouco sobre “o tentante”, pois muitas vezes a dificuldade para engravidar pode ser por um problema no homem. A primeira dificuldade que na minha opinião acontece na maioria dos casos, é convencer o homem a fazer um espermograma e procurar um médico. É até um pouco cultural o fato do homem relacionar a fertilidade com a sua virilidade e não gostar nada da ideia de haver algum problema com ele.

Muitos casais perdem vários meses e até anos de tentativas porque o homem não se submete a uma avaliação, ou mesmo resiste a procurar tratamento quando existe alguma alteração.

O que é preciso esclarecer é que fertilidade não tem nada haver com a masculinidade e que, diferente das mulheres, a maioria dos problemas no homem não tem sintomas aparente. A fertilidade do homem pode ser afetada por diversos fatores, como hábitos de vida, infecções, medicações, entre outros. Por isso, mesmo que ele já tenha tido filhos isso não quer dizer que está tudo bem com ele.

Tão importante quanto a mulher fazer os exames pré-gestacionais, quando o casal decide engravidar, também é importante que o homem faça um espermograma. Sim, eu sei, que o exame não é agradável e eles se constragem, ficam nervosos, mas se fizermos uma comparação com os exames que nós mulheres temos que fazer: vários exames de sangue, ultrassom transvaginal, papanicolau e a “bendita” histerossalpingografia, nossa meninas, um espermograma não é nada, e afinal quem é o sexo frágil?  :)

Então vamcasal-9334os incentivar e conversar com eles sobre o assunto, pois a fertilidade é do casal, não só da mulher ou só do homem. Quando há algum problema, é preciso não buscar culpados, “a culpa é minha” ou “a culpa é sua” quando falamos de fertilidade, e sim, “temos uma dificuldade e vamos resolver juntos”. O desejo e a luta para ter um filho é do casal e é preciso que os dois estejam dispostos a fazer sua parte e se apoiarem, não é o “eu” ou “você” e sim o “nós”.

 

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Alê Nunes, mãe e blogueira