A ansiedade e a fertilidade não são bons companheiros.

Qual a tentante que já não ouviu algo do tipo “relaxa que você engravida”. Acho que esta é uma das coisas que a gente mais ouve nessa fase. Mas por que se fala tanto nisso? Será que realmente a ansiedade pode atrapalhar?

Bom, pelo que leio e vivencio, sim, pode atrapalhar bastante. Parece meio óbvio que o emocional tem uma grande influência sobre a nossa saúde física, só que como não ficar ansiosa? Isso realmente acho que é impossível para uma tentante pois não temos um botão liga e desliga de ansiedade.

Mas então, o que fazer? Solução mágica não existe, mas tem algumas dicas que acho que podem ajudar a controlar um pouco essa vilã chamada ansiedade:

- Pratique alguma atividade física. Além de ser bom para a saúde, ajuda a aliviar as tensões e o estresse.

- Evite contar que vocês estão querendo engravidar, pois as pessoas sabendo vão perguntar e isso acaba sendo mais uma fonte de pressão.

- Namore sem compromisso! Eu sei, é muito complicado não ligar uma coisa na outra, mas a gente tem que tentar. Namorar se refere a passear juntos, cutir um filminho, viajar, enfim aproveitar mais o relacionamento que pode ficar bem abalado com toda essa pressão.

- Procure realizar atividades que ajudem a relaxar e que você goste. Uma massagem terapêutica, um bom livro, conversa com amigos, uma dança, …

- Evite pensamentos negativos do tipo “todo mundo engravida, menos eu”, “acho que nunca vou conseguir”, “vou desistir”, …

- Tente evitar situações de estresse e diminuir as que existem no seu dia-a-dia.

- Aprenda a respirar melhor, respirar fundo, aquela de encher os pulmões expirando pelo nariz e soltando com vontade pela boca, ajuda muito, principalmente naqueles momentos de crise, que você não está conseguindo relaxar de jeito nenhum.

- Alimente-se bem, de forma saudável, evitar muito açúcar, fritura e cafeína. Nessa fase também pode ser uma boa cuidar da alimentação, pois esses alimentos além de contribuirem para o ganho de peso, fazem a gente ficar mais agitada.

- Converse com o seu marido, partilhe esse momento, ouça o que ele sente, usem isso para se unir ainda mais, pois essa fase não é só da mulher, é do casal. Quanto mais vocês se fortalecerem mais fácil vai ser passar por isso.

- Fazer consultas regulares ao médico e expor suas dúvidas é sempre importante. Se sentir bem acompanhada também é fundamental nessas horas.

Se mesmo tentando de tudo, você perceber que está demais, que você não está conseguindo lidar com tanta ansiedade, converse com seu médico. Talvez buscar uma terapia ajuda bastante. Afinal, tratar do emocional também é muito importante e não desmerece ninguém, eu mesma fiz e recomendo!

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Alê Nunes, mãe e blogueira

 

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  1. Algumas clínicas contam com psicólogos na equipe, que ajudam a acolher, nomear e resgatar os recursos emocionais bons para preservar a saúde mental dos casais. Estamos fundamentados em nosso conhecimento sobre a psique do humano e a psicossomática.
    “Ao pensar em um modelo de atendimento psicológico em Reprodução Assistida, devemos considerar, num primeiro momento, quem são os pacientes. São eles: homens e mulheres que buscam um filho, sejam eles heterossexuais, homossexuais, soro discordantes (portadores de sorologias como HIV, HPV), solteiros que utilizarão doação de gametas (bancos de sêmen e de óvulos), pacientes que desejam preservar a fertilidade congelando seus gametas, pais biológicos que necessitarão de um útero de substituição.
    De qualquer forma ou por qualquer razão o ponto comum é o desejo de ter um filho.
    O atendimento psicológico visa destacar e focar os aspectos emocionais envolvidos. Acolhimento este que “recebe” a dor do outro, testemunha e pode ficar com ela procurando dissipá-la ao dividir esse sofrimento.
    A progressão das alterações psicológicas nos pacientes inférteis obedece, de modo geral, à seguinte ordem: negação, raiva, isolamento, busca da culpa, depressão e aceitação. Cada uma dessas etapas merece uma abordagem especifica.
    Com incidência ao redor de 45% em estudos de infertilidade, é comum ocorrer choque e negação durante a fase diagnóstica, tendendo a desaparecer ao longo do tratamento. Sugere-se então a inserção do psicólogo nas equipes de RA desde o início.
    É comum percebermos uma espécie de sentimento de desapropriação do próprio tratamento, carregado de menos valia e impotência, depositando no médico e equipe o resultado positivo. Este sentimento pode provocar desânimo, angústia e falta de investimento e de crédito no sucesso.
    O psicólogo, como membro da equipe, deve estar ao alcance durante o processo numa espécie de plantão, ocupando o lugar necessitado por cada um e respeitando o tempo e até a falta de necessidade de alguns”.
    Quem quiser, visite minha página no facebook: Atendimento Psicológico em Reprodução Humana Assistida.

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