A maternidade ensina

Nossa, a gente aprende tanta coisa com a maternidade. Como dizia uma propaganda: “a gente tem que rever nossos conceitos”.

Antes de ser mãe, eu preciso admitir, sempre julgava a criação de uma criança quando via a mãe não fazendo o que “eu” julgava ser o certo. Achava que a mãe que decidia por uma cesárea ou não amamentar era uma pessoa de outro mundo. Achava que a mãe que colocava o filho para dormir na cama estava errada. “Como ela não consegue se organizar para arrumar a casa e ficar bonita para o marido?”. ‘Nossa, ela dá presente para conseguir as coisas do filho”. E por aí tantos outros julgamentos errados.

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Hoje, olhando para trás foram julgamentos errados, porque uma das coisas mais importantes que a maternidade me ensinou foi a não julgar.

Quando a gente é mãe descobre que tudo que se achava que sabia, na verdade, não é tanta coisa assim, ou até, não é nada. Aprendi que cada mãe tem a sua realidade, as suas experiências, os seus problemas, as suas vivências. Então, cada mãe tenta ser a melhor mãe do mundo do jeito que acha certo para o seu filho. Pode até parecer errado para os outros, mas na realidade dessa mãe é o melhor a ser feito naquele momento.

Não estou aqui levantando nenhuma bandeira ou criticando quem julga. Só estou fazendo minha própria auto-crítica :). É como aquelas situações em que a gente diz: “ah se eu voltasse no tempo com a cabeça que eu tenho hoje”.

Também não estou dizendo que acho essas coisas certas ou erradas, apenas aprendi que eu não devo julgar. Posso até dar um conselho se for apropriado ou, até mesmo em pensamento, digo: “se fosse comigo eu faria assim”, ou “eu prefiro assim”, ou ainda, “para minha filha ou para mim isso não serve”.

Acho que nós temos todo o direito de termos nossas convicções sobre maternidade, mas como diz a música: “cada um no seu quadrado”. O que pode ser ótimo e certo para um, pode não ser para outro.

leituraEnfim, meu conselho é, não julgue e não se culpe, se informe. Leia, peça opiniões, crie suas regras, sim. Não existe regra única na área da maternidade, amiga. A gente tem que aprender a não ser radical, avaliar, testar e filtrar tudo o que é bom para o nosso filho(a), para nós, para nossa vida, para nossa realidade.

Já tá virando jargão, mas seja uma mãe possível, não uma mãe perfeita! :)

 

Alê Nunes, mãe e blogueira.

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