Como faço para saber se tenho endometriose?

Atualmente as estatísticas mostram que cerca de 40% das mulheres com dificuldade para engravidar apresentam endometriose. E o mais curioso é que boa parte delas não necessariamente irá apresentar os sintomas típicos da doença como cólicas fortes ou dor para ter relação sexual. Então é muito comum que uma mulher sem sintomas e com dificuldade para engravidar tenha endometriose e muitas vezes não seja submetida aos exames adequados para o diagnóstico da doença.

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E aí está a grande questão. Os exames de rotina ginecológica como o ultrassom transvaginal ou pélvica nem sempre conseguem visualizar as lesões de endometriose. Mas porque isto ocorre? Por dois motivos principais: pela presença de conteúdo no intestino (gases e fezes) que podem dificultar a visualização das lesões e principalmente pela falta de treinamento técnico do profissional que realiza o exame, pois é preciso conhecimento específico para se detectar as lesões ao ultrassom ou na ressonância magnética.

No entanto, existem hoje exames de imagem, que quando feitos pelo profissional adequadamente treinado tem ótimo poder de detecção da doença. Não é somente com a laparoscopia, ou seja, com a inserção de uma câmera no abdômen por meio de um procedimento cirúrgico com anestesia geral, que se faz o diagnóstico. A ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética pélvica com preparo intestinal possibilitam um diagnóstico preciso e não invasivo da endometriose.

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Estes exames então são indicados para todas as mulheres que apresentem sintomas da endometriose, sendo a dificuldade para engravidar isoladamente também considerada como uma indicação. Sabemos hoje que a endometriose, principalmente quando extensa e profunda pode não só afetar anatomicamente a fertilidade, obstruindo as trompas ou formando cistos ovarianos, por exemplo, como também pode interferir negativamente com a qualidade dos óvulos e receptividade do útero ao embrião com alguns estudos mostrando maiores chances de aborto nas mulheres com endometriose. Então seu diagnóstico e tratamento são de extrema importância e podem potencializar as chances tanto de engravidar naturalmente quanto por tratamentos de reprodução assistida.

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Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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