Junho – Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade

O mês mundial de conscientização da infertilidade é um alerta para estimular casais a buscarem tratamentos adequados, quando a dificuldade para engravidar é constatada e persiste por mais de 12 meses.

02.06_Mês Mundial da Conscientização da Infertilidade

Felizmente, hoje, diversas técnicas e procedimentos já estão disponíveis, podem reverter o quadro e concretizar o sonho da maternidade.

Quando a dificuldade para engravidar aparece, o casal deve procurar um especialista que estudará qual a técnica que será utilizada para resolver o problema. Cada caso é um caso, por isso, o atendimento precisa ser muito individualizado, considerando as particularidades de cada casal.

Veja abaixo quais são as principais técnicas da medicina reprodutiva que podem ser indicadas:

Inseminação Artificial

Ocorre quando o sêmen do parceiro é coletado e introduzido diretamente na cavidade uterina. Nesse procedimento a intenção é cortar o caminho percorrido pelos espermatozoides. Isso acontece quando no colo do útero existem anticorpos que matam os gametas masculinos. Como na cavidade uterina já não há a possibilidade de haver tais organismos, o sêmen é depositado ali, através da técnica, para que os espermatozoides possam se dirigir ao óvulo sem impedimentos. Outro motivo que leva à utilização da inseminação é a baixa quantidade de espermatozoides no sêmen. Ele então é tratado para que sua concentração aumente e seja finalmente implantado.

FIV – Fertilização In Vitro

Conhecida popularmente como “bebê de proveta”, na Fertilização in vitro a fecundação é feita fora do corpo materno. O primeiro passo é estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo através de medicações específicas. Então, esses óvulos são sugados por uma agulha e então depositados em uma solução nutritiva para que se mantenham vivos. Em seguida, os espermatozoides também são colocados no mesmo recipiente para que ocorra a fecundação. Quando fertilizado, o óvulo é encaminhado a uma estufa onde se iniciará o processo de divisão celular. Ao atingir o estágio de oito ou 16 células, o embrião já está apto a ser implantado no útero materno.

ICSI

Se a causa da fertilidade for proveniente do paciente masculino, é provável que a produção de espermatozoides seja muito baixa, rara ou praticamente inexistente. Nesses casos, soma-se à FIV uma técnica chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide, a chamada ICSI, em que único espermatozoide especialmente selecionado é injetado em cada óvulo disponível.

Diagnóstico Pré-Implantacional (DPI)

Uma das tecnologias mais avançadas no momento, o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (DPI), analisa a genética de 24 cromossomos em uma única célula embrionária. O diagnóstico prévio de alterações cromossômicas permite transferir ao útero materno apenas os embriões cromossomicamente normais, evitando padecimentos desnecessários. Esta é uma técnica indicada em casos de idade materna avançada, repetidas falhas de implantação, abortos de repetição e fator masculino grave.

Criopreservação

A criopreservação é uma técnica de congelamento de óvulos, espermatozoides e embriões. Feito em nitrogênio líquido à baixíssima temperatura (-196ºC), o processo acontece de forma rápida: leva cerca de 3 segundos para se congelar a célula.

Ovodoação

A ovodoação é destinada a casais em que o fator ovulatório é a principal causa de infertilidade, seja pela incapacidade do ovário em produzi-los, seja pela acentuada queda na qualidade dos óvulos. O maior objetivo do programa é ajudar a paciente a engravidar através do óvulo de uma terceira pessoa. O processo é sigiloso para ambas as partes: doadora e receptores não conhecerão a identidade um do outro.

Dra. Michele Panzan, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Dra. Michele Quaranta Panzan

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