Superar o medo após a perda de um filho e voltar a tentar

Perder um filho é uma situação muito complicada para os pais. É algo realmente indescritível, que só quem passa consegue entender realmente o que se sente. É uma dor imensa e algo muito difícil de superar, aliás acho que nunca se supera completamente, apenas se aprende a conviver com ela. E depois de passar por uma experiência de perda, como superar pelo menos o medo e pensar em ter um outro filho?

Muitos devem conhecer minha história e sabem que perdi meu filho em maio de 2012, aos 6 meses de gravidez. Logo que aconteceu não conseguia nem pensar na hipótese de engravidar novamente, não tinha condições de decidir se tentaria novamente. Nesse momento de luto passam muitas coisas pela cabeça da gente: porque aquilo aconteceu?, medo de acontecer de novo, um outro bebê não vai substituir o outro, culpa… Enfim, tive que passar por meu luto primeiro, dar um tempo para conseguir me encontrar novamente e então decidi não pensar no assunto de um outro filho, pelo menos por algum tempo. Nesse período, o apoio da família e amigos foi fundamental, principalmente da minha filha, meu marido e minha mãe, que me mostraram que eu tinha que reagir, afinal eles estavam ali e precisava de mim.

Fiz terapia, voltei para a academia, tentei me ocupar durante todo o período da licença maternidade (a grávida a partir de 20 semanas tem direito a licença, mesmo em caso de bebê natimorto) até retornar ao trabalho. E a medida que o tempo foi passando, naturalmente consegui perceber que eu queria ter outro filho, mas que ainda não sabia quando ia me sentir preparada para isso.

Mais um tempo se passou e eu estava mais segura para pensar no assunto de tentar de novo, mas o medo ainda era forte demais. “E se acontecer de novo?!”, era a pergunta que mais me perseguia. Até o dia que percebi que o medo não vai embora assim, que eu vou ter que aprender a conviver com ele e enfrentá-lo. Não haverá outra saída se eu realmente quero tentar de novo e, eu quero. A partir daí tomei minha decisão de seguir em frente. Estou fazendo o que posso para que tudo corra bem, recomecei o ácido fólico, voltei na médica, refiz todos os exames necessários para ter certeza que em relação a saúde está tudo bem.

Quando engravidar. Acho que vai ser tudo diferente, uma mistura de medo e alegria, mas tenho consciência que a alegria vai ser mais forte. Lidar com as pessoas a minha volta também será complicado, pois quem perde um filho sabe bem, que não por maldade, mas por ignorância, as pessoas não sabem lidar com essa situação, nem mesmo com a decisão de uma nova gravidez depois da perda. Enfim, faz parte e são desafios que vão me fazer mais forte e que valerão a pena pelo meu bebê.

Espero que esse post consiga ajudar outras mulheres a também seguir em frente!

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Alê Nunes, mãe e blogueira.

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  1. Oi Ale
    Perdi a Vickinha em 2006 com 26 semanas depois de inúmeras fios mal sucedidas
    A que deu certo, trouxe tbem essa tragédia. Convivi com minha filha 18 lindos dias na úti.
    Naquele mês me chamaram para uma fiv gratis
    Sem chance. Pulei fora.
    Tentei novamente anos depois e graças a Deus hoje tenho o Arthur, com dois anos.
    O medo, a insegurança, enfim foram meus companheiros gestacionais. Mas me propus a fazer um mega pre Natal e assim o fiz na huntington, com a Dra Paula. Me cerquei de cuidados e deu certo. Ele nasceu saudável com 33 semanas, lindo.
    A saudade da Vick existira sempre, mas a alegria de ver o sorriso e ter o beijo do Arthur, valeu cada esforço e dedicação. Que Deus te abençoe sempre e sua jornada seja recheada de alegrias. Se precisar, conte comigo. Bjs

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