27 de novembro – Dia Nacional de Combate ao Câncer

Criado em 1988, o Dia Nacional de Combate ao Câncer, tem por objetivo conscientizar a população acerca da doença, seus tratamentos e, principalmente sobre a prevenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), muitas mortes por câncer poderiam ser evitadas, através da adoção de hábitos de vida mais saudáveis e cuidados com a saúde.

Entenda alguns pontos importantes citados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) que podem auxiliar na prevenção contra a doença:

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Não fume! O tabagismo é o maior fator de risco evitável de adoecimento e morte no mundo. Essa é a regra mais importante para prevenir vários tipos de câncer, principalmente o de pulmão.

Uma alimentação saudável pode reduzir muito o risco de câncer. Prefira uma alimentação rica em frutas, legumes, verduras, cereais integrais e leguminosas. Evite o consumo de alimentos enlatados e gordurosos.

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Mantenha 30 minutos de atividades físicas como parte da sua rotina. Caminhar, andar de bicicleta, dançar e nadar. A atividade física promove o equilíbrio dos níveis de hormônios, fortalece as defesas do corpo e ajuda a manter o peso corporal adequado, contribuindo para a prevenção de alguns tipos de câncer.  Manter o peso corporal adequado. O peso corporal e a gordura armazenada no corpo influenciam a saúde e bem-estar ao longo da vida. O excesso de gordura pode provocar acelerar o surgimento da doença.

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As mulheres devem realizar exames ginecológicos e das mamas anualmente. Esses exames devem ser feitos regularmente e mesmo que mulher não perceba nenhum sintoma. Se uma pessoa da família – principalmente a mãe, irmã ou filha – teve esta doença antes dos 50 anos de idade, a mulher tem mais chances de desenvolver um câncer de mama. Por isso, é preciso estar atenta.

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Os homens precisam consultar o urologista regularmente e ficar atentos ao câncer de próstata. A idade é um fator de risco importante, pois a incidência aumenta significativamente após os 65 anos.

Evite ou limite a ingestão de bebidas alcoólicas. É importante destacar que há uma evidente relação dose-resposta entre o consumo de bebidas alcoólicas e o risco de câncer. Ou seja, quanto maior a dose ingerida e o tempo de exposição, maior será o risco de desenvolver a doença. Além disso, a combinação de álcool com tabaco aumenta a possibilidade do surgimento desse grupo de doenças.

A exposição solar excessiva é o principal fator de risco para o câncer de pele. Use sempre proteção adequada, como chapéu, barraca e protetor solar. Se for inevitável a exposição ao sol durante a jornada de trabalho, use chapéu de aba larga, camisa de manga longa e calça comprida.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA)

Congelamento de tecido ovariano pode ajudar mulheres com câncer a se tornarem mães

Texto publicado no Portal Bebe.com

Com grande capacidade de se espalhar para outros órgãos, o câncer ginecológico é um dos mais perigosos e pode soar como um pesadelo na vida das mulheres que ainda desejam ter filhos. Afinal, é possível engravidar depois da doença? Muita gente ainda desconhece o fato de que um tratamento oncológico pode comprometer drasticamente a fertilidade.  As pacientes se empenham na cura do câncer - o que é extremamente importante e compreensível -, mas poucos sabem das consequências.

A ida regular ao ginecologista pode colaborar para que a enfermidade seja descoberta em estágio inicial e, assim, garantir que expectativas – como a da maternidade – sejam concretizadas após o tratamento, que é complexo e invasivo. Em casos mais graves, quando o diagnóstico é realizado tardiamente, a retirada de parte ou de toda a estrutura reprodutiva pode ser necessária para preservar a saúde da paciente.

No entanto, assim como a oncologia, a medicina reprodutiva também tem evoluído rapidamente e já oferece algumas alternativas confiáveis para mulheres que sonham em aumentar a família após a cura da doença. Entre as opções para conservar a fertilidade antes de um tratamento contra o câncer está o congelamento de óvulos, que já está estabelecido, ou de tecido dos ovários, uma técnica atual e promissora.

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A criopreservação do tecido ovariano é indicada para meninas antes da puberdade, para pacientes que não podem ser estimuladas com hormônios ou para aquelas que precisam começar o tratamento quimioterápico com urgência, não tendo tempo para aguardar a indução da ovulação (que demora de 12 a 14 dias) e só então fazer o congelamento de óvulos. O período de internação para a realização deste procedimento cirúrgico - que consiste na retirada de parte ou de todo o ovário por meio de videolaparoscopia – é curto, entre um ou dois dias, o que possibilita um início mais rápido do tratamento oncológico.

Os fragmentos do ovário são congelados por tempo indeterminado e, posteriormente, reimplantados no organismo da paciente, após ela ser liberada para tentar uma gravidez. Quando isso acontece, o tecido pode demorar cerca de quatro meses para voltar a funcionar, recuperando suas funções hormonais. A partir daí, é possível que aconteça a ovulação e a tão esperada fecundação. Se a paciente tiver trompas normais, ela pode engravidar naturalmente. Se a mulher tiver dificuldades, pode ser realizada uma fertilização in vitro (FIV).

Já foram registrados mais de 60 nascimentos no mundo por esta técnica – nenhum ainda no Brasil, porque o reimplante do tecido ovariano ainda não foi feito por aqui. De qualquer forma, estima-se que a chance de uma gestação seja por volta de 35 a 40% – o que é mais uma esperança para mulheres que encaram um câncer em idade reprodutiva.

Dr. Maurício Chehin, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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Copinho plástico: 3 riscos que ele oferece à sua saúde e você nem imagina

Texto publicado no portal Bolsa de Mulher. Clique aqui e acesse a matéria no portal.

Algumas substâncias prejudicam a saúde sem que você se dê conta. Que mal há, por exemplo, em tomar um café quentinho em um copo de plástico? Esse e outros objetos feitos do material apresentam risco relacionado ao câncer e à infertilidade. Entenda a seguir.

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Substâncias liberadas pelo plástico

Xenoestrogênios

O médico especialista em reprodução humana Maurício Chehin, da clínica Huntington, explica que um xenoestrogênio é qualquer substância cuja ação no corpo é se acoplar a um receptor de estrogênio. “Eles estão presentes na poluição, nos cosméticos, nos agrotóxicos, na carne bem passada que fica com a superfície escurecida, e até no plástico de recipientes plásticos e copos descartáveis”, explica. Em consequência, eles acabam fazendo efeitos parecidos com o do hormônio sexual no corpo humano e os resultados nem sempre são bons para a saúde.

Bisfenol A

Há um interesse especial pelo xenoestrogênio presente no plástico dos recipientes para alimentação, que podem ser ingeridos e ter seus efeitos aumentados. Nesse caso, o nome dado ao xenoestrogênio é Bisfenol A. “Sabe-se que ele tem um efeito negativo sobre a saúde, o que ainda é um mistério é qual quantidade da substância o causa”, explica Maurício.

Ele se solta para as comidas e bebidas quando o plástico é aquecido, o que ocorre quando você coloca um pote para guardar alimento (tipo tupperware) no micro-ondas, bebe a água da garrafa que você esqueceu no carro ou coloca café quente no copinho plástico.

Doenças causadas

Câncer

O especialista explica que alguns tipos de câncer são dependentes de estrogênio, o que significa que o aparecimento está relacionado aos níveis desse hormônio no corpo. Esse é o caso do câncer de mama, que pode ser influenciado pela presença do xenoestrogênio Bisfenol A no organismo. Maurício Chehin lembra que não se sabe qual quantidade da substância pode estar relacionada à doença.

Infertilidade

Potes de plástico podem liberar a substância ao serem levados ao micro-ondas.

A relação dos xenoestrogênios com a infertilidade ainda não está bem estabelecida, mas é possível que a substância, que faz efeitos parecidos com os do hormônio sexual estrogênio, altere a ovulação e diminua a fertilidade. O efeito seria causado pelo excesso da ação hormonal, capaz de provocar um distúrbio da ovulação.

Na gravidez

“Outra possibilidade é que o xenoestrogênio passe pela placenta e altere o funcionamento dos órgãos do feto”, explica Maurício Chehin. “Os meninos nascem sadios, mas podem ficar inférteis no futuro por causa de um dano na produção de espermatozoides”. Ainda não há indícios de que a exposição ao xenoestrogênio no útero possa causar câncer tardio.

Como evitar os riscos

Para impedir que a substância se solte do plástico e seja ingerida, o ideal é procurar mamadeiras com a indicação “livre de BPA”. A mesma inscrição pode ser achada em alguns potes plásticos usados para guardar alimento. Também vale tomar o cafezinho em xícaras de porcelana, não aquecer os alimentos em recipientes de plástico e não beber a garrafa de água que você esqueceu no carro ou em outro local quente.

Dr. Maurício Chehin, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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