A Huntington e o Outubro Rosa

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O Outubro Rosa é o mês mundial da conscientização do câncer de mama.

O movimento que dura todo o mês, apresenta para as mulheres os riscos e a necessidade do diagnóstico precoce deste tipo de câncer, que é o segundo mais recorrente no mundo.

O Grupo Huntington faz parte desta campanha mundial de alerta sobre a doença, e mobiliza sua equipe. Durante o mês de outubro seus colaboradores farão uma mobilização interna, utilizando o laço rosa no uniforme para alertar aos pacientes sobre a importância da campanha. Além disso, as unidades Huntington estarão iluminadas com a cor rosa.

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O que é câncer de mama?

O câncer de mama é tipo de câncer mais comum entre as mulheres, pouco frequente nos homens. Como o próprio nome diz, o câncer de mama afeta diretamente as mamas, que são glândulas formadas por lobos, que se dividem em estruturas menores chamadas lóbulos e ductos mamários.

Hoje, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura chegam a 90% dos casos, um avanço muito importante na medicina. Algumas mulheres podem desenvolver o câncer de mama com menos de 35 anos, faixa etária em que aquelas preocupadas com a carreira e relacionamento ainda não começaram um projeto de construir uma família.

Especialistas orientam sobre a importância de toda mulher realizar pelo menos uma mamografia por ano a partir dos 40 anos.

Sintomas

O câncer de mama pode ser percebido em fases iniciais, na maioria dos casos, por meio de nódulos nos seios, secreção de sangue pelos mamilos e alterações no formato ou textura do mamilo ou do seio. O nódulo está presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria paciente.

Diagnóstico

O exame que deve ser priorizado entre as mulheres é sempre o autoxame, ou seja, exame físico. O câncer de mama é uma doença séria, mas com grandes chances de cura. O diagnóstico de câncer de mama pode ser realizado através de uma biópsia da área suspeita, caso exista alguma alteração suspeita.

Quando a paciente ou o médico suspeitam de alterações no autoexame, geralmente são solicitados exames complementares como mamografia, ou ultrassom das mamas. Durante a mamografia, mulheres sem alterações no exame clínico podem ter alterações detectadas neste momento. O ultrassom das mamas pode servir de complemento à mamografia, pois ajuda a diferenciar cistos de nódulos.

A ressonância magnética é recomendada para o rastreamento apenas em populações de alto risco, como pacientes com uma história familiar confirmada ou suspeita, pacientes sabidamente predispostas geneticamente ao câncer ou pacientes que já tiveram um primeiro câncer de mama.

Nas pacientes com alto risco da doença, como histórico familiar ou genético, alguns especialistas recomendam o início do rastreamento a partir dos 30 anos de idade.

Autoexame

 O autoexame permite perceber alterações nas mamas. É muito importante lembrar que o autoexame das mamas não substitui a consulta de rotina que deve ser feita ao mastologista.

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Fontes: Mulher Consciente, Oncoguia, IBCC.

Junho – Mês Mundial de Conscientização da Infertilidade

O mês mundial de conscientização da infertilidade é um alerta para estimular casais a buscarem tratamentos adequados, quando a dificuldade para engravidar é constatada e persiste por mais de 12 meses.

02.06_Mês Mundial da Conscientização da Infertilidade

Felizmente, hoje, diversas técnicas e procedimentos já estão disponíveis, podem reverter o quadro e concretizar o sonho da maternidade.

Quando a dificuldade para engravidar aparece, o casal deve procurar um especialista que estudará qual a técnica que será utilizada para resolver o problema. Cada caso é um caso, por isso, o atendimento precisa ser muito individualizado, considerando as particularidades de cada casal.

Veja abaixo quais são as principais técnicas da medicina reprodutiva que podem ser indicadas:

Inseminação Artificial

Ocorre quando o sêmen do parceiro é coletado e introduzido diretamente na cavidade uterina. Nesse procedimento a intenção é cortar o caminho percorrido pelos espermatozoides. Isso acontece quando no colo do útero existem anticorpos que matam os gametas masculinos. Como na cavidade uterina já não há a possibilidade de haver tais organismos, o sêmen é depositado ali, através da técnica, para que os espermatozoides possam se dirigir ao óvulo sem impedimentos. Outro motivo que leva à utilização da inseminação é a baixa quantidade de espermatozoides no sêmen. Ele então é tratado para que sua concentração aumente e seja finalmente implantado.

FIV – Fertilização In Vitro

Conhecida popularmente como “bebê de proveta”, na Fertilização in vitro a fecundação é feita fora do corpo materno. O primeiro passo é estimular a produção de mais de um óvulo por ciclo através de medicações específicas. Então, esses óvulos são sugados por uma agulha e então depositados em uma solução nutritiva para que se mantenham vivos. Em seguida, os espermatozoides também são colocados no mesmo recipiente para que ocorra a fecundação. Quando fertilizado, o óvulo é encaminhado a uma estufa onde se iniciará o processo de divisão celular. Ao atingir o estágio de oito ou 16 células, o embrião já está apto a ser implantado no útero materno.

ICSI

Se a causa da fertilidade for proveniente do paciente masculino, é provável que a produção de espermatozoides seja muito baixa, rara ou praticamente inexistente. Nesses casos, soma-se à FIV uma técnica chamada injeção intracitoplasmática de espermatozoide, a chamada ICSI, em que único espermatozoide especialmente selecionado é injetado em cada óvulo disponível.

Diagnóstico Pré-Implantacional (DPI)

Uma das tecnologias mais avançadas no momento, o Diagnóstico Genético Pré-Implantacional (DPI), analisa a genética de 24 cromossomos em uma única célula embrionária. O diagnóstico prévio de alterações cromossômicas permite transferir ao útero materno apenas os embriões cromossomicamente normais, evitando padecimentos desnecessários. Esta é uma técnica indicada em casos de idade materna avançada, repetidas falhas de implantação, abortos de repetição e fator masculino grave.

Criopreservação

A criopreservação é uma técnica de congelamento de óvulos, espermatozoides e embriões. Feito em nitrogênio líquido à baixíssima temperatura (-196ºC), o processo acontece de forma rápida: leva cerca de 3 segundos para se congelar a célula.

Ovodoação

A ovodoação é destinada a casais em que o fator ovulatório é a principal causa de infertilidade, seja pela incapacidade do ovário em produzi-los, seja pela acentuada queda na qualidade dos óvulos. O maior objetivo do programa é ajudar a paciente a engravidar através do óvulo de uma terceira pessoa. O processo é sigiloso para ambas as partes: doadora e receptores não conhecerão a identidade um do outro.

Dra. Michele Panzan, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Dra. Michele Quaranta Panzan

Entenda o Outubro Rosa

Outubro é o mês onde veremos mais uma vez muitas empresas, anunciantes, redes sociais e meios de comunicação promovendo o laço rosa – símbolo do câncer de mama.

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Historicamente o mês de outubro é o mês onde vários estados americanos realizavam campanhas de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama através da popularização da mamografia. A partir de 1997 se iniciou nos Estados Unidos uma campanha nacional denominada de Outubro Rosa, visando a conscientização do câncer de mama em todos os seus aspectos. Não demorou para que a popularização do outubro rosa alcançasse o mundo e diversos países promovem o mês de outubro das mais variadas formas: iluminando de rosa grandes monumentos, distribuindo os laços rosas, promovendo caminhadas e corridas, desfiles de moda e ações de prevenção a saúde como um todo.

O câncer de mama atingiu mais de 52 mil pessoas no Brasil somente em 2012, de acordo com dados do Instituo Nacional do Câncer (INCA). Uma das formas de tratá-lo é através de procedimentos como a cirurgia, quimioterapia e radioterapia, mas um dos efeitos desses tratamentos, no entanto, é a infertilidade – fator que pode causar empecilhos a mulheres que manifestam a doença em idade reprodutiva e planejam ter filhos após passarem por essa fase, já que quando descoberto no início do desenvolvimento, as chances de cura para esse tipo de câncer são altas, e chegam a 95% dos casos.

Os tratamentos oncológicos, além de combaterem as células cancerígenas, também afetam as células germinativas que dão origem aos óvulos. Dessa forma, se a paciente deseja engravidar após a cura da doença, suas chances podem estar comprometidas. A população mundial tem apresentado maior incidência desses tipos de doenças, e boa parte dos pacientes estão em idade reprodutiva. Um alerta para a população é de que os médicos oncologistas devem manter um estreito diálogo com suas pacientes sobre todo o processo do tratamento oncológico e indicar possibilidades de preservação da fertilidade antes de um tratamento contra o câncer.

No mês mundial da conscientização do câncer de mama o Grupo Huntington realiza ações voltadas para o Outubro Rosa e participará desta campanha abordando diversos assuntos durante todo o mês. Realizaremos ainda, no Parque Ibirapuera, dia 26 de outubro, um evento para a comunidade, além de uma mobilização interna onde nossos colaboradores utilizando o laço rosa.

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Dr. Mauricio Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.