A fertilidade “Azul”

Aproveitando os eventos do Novembro Azul neste mês vou escrever sobre o lado masculino da fertilidade que cada vez mais vem sendo evidenciado pela ciência como de maior importância do que anteriormente se pensava.

feat02Neste sentido temos hoje além da avaliação do espermograma como exame básico para avaliar a fertilidade do homem, a determinação da fragmentação de DNA seminal. Esta técnica surgiu para estudar como a informação genética será fornecida para o óvulo no momento da fertilização. Caso seja muito fragmentada, no caso acima de 20%, pode ocorrer a formação de embriões de pior qualidade que não conseguem se implantar no útero ou tem mais chance de aborto.  Portanto, é hoje um exame muito importante para casos de abortamentos de repetição, falhas de implantação embrionária em fertilização in vitro  e também para homens que fumam ou tem varicocele , duas das principais causas de aumento da fragmentação de DNA seminal.

O tratamento para o aumento da fragmentação de DNA seminal pode ser feito com medicação para diminuir a exposição dos espermatozoides aos radicais livres durante seu trajeto para a ejaculação ou por meio de uma técnica laboratorial denominada de PICSI que identifica os espermatozoides menos fragmentados e os seleciona para a fertilização. São medidas simples que podem fazer muita diferença no resultado final de um tratamento de reprodução assistida!

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Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Espermograma: o mais importante exame masculino

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O espermograma ou análise do sêmen é, até hoje, o mais importante exame para investigar  a capacidade reprodutiva dos homens, pois avalia de uma só vez a quantidade e, de certa forma, a qualidade do espermatozoide para fertilizar um óvulo.

Sua execução é muito simples e a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou alguns critérios no ano de 2010 para uma correta análise. A coleta do sêmen é realizada por masturbação e recomenda-se que o homem fique de 03 a 05 dias em abstinência sexual, embora diversos estudos já tenham demonstrado que a variação na concentração dos espermatozoides ou de sua motilidade e/ou forma varie pouco, se este período não for adequadamente seguido.

O sêmen passará por dois tipos de análise: uma a “olho nu” (macroscópica) e a outra feita por meio de microscópios (microscópica). Os dados encontrados podem, inclusive, ajudar a diagnosticar as possíveis causas da infertilidade masculina e trabalhar como complemento em determinar a infertilidade do casal. Os parâmetros utilizados pelo Grupo Huntington são os mesmos recomendados pela OMS.

Saiba mais em: http://www.huntington.com.br/infertilidade/infertilidade-masculina/espermograma/