Síndrome dos Ovários Policísticos

A síndrome dos ovários policísticos é uma das alterações endócrinas mais comuns nas mulheres em idade reprodutiva e que, frequentemente, as faz vivenciar a infertilidade.

Diagnóstico

Todos os critérios levam em consideração, para seu diagnóstico, a presença de hiperandrogenismo (aumento de pelos em regiões observadas nos homens ou aumento de hormônios masculinos), além de alteração ovulatória (identificada pelas menstruações escassas ao longo do ano, com intervalo superior a 45 dias entre elas ou pelos ovários de aspecto policísticos ao ultrassom).

O diagnóstico, assim, é clínico, após a exclusão de outras doenças que possam levar às mesmas alterações, desde as mais simples, como aumento de prolactina, alterações tireoidianas, obesidade, até as mais graves, como tumores produtores de hormônio masculino – os androgênios.

0548677e6432786dd8df61eb3aaec139_XL

Tratamento

O tratamento deve ser direcionado à queixa da paciente, sendo que para as mulheres com problemas de obesidade, a perda de peso é medida urgente e inicial.

Para as que não desejam engravidar, devemos protegê-las dos riscos tardios da doença, como câncer de endométrio – parte interna do útero (através do uso de anticoncepcionais) e riscos metabólicos, como infarto e diabetes (através de dieta e pratica de exercícios, além de remédios que diminuam o risco de diabetes, como a metformina).

Para as que desejam engravidar, além de algumas medidas supracitadas, o objetivo principal é fazê-las ovular. Quando o casal infértil avaliado mostra como fator único a falta de ovulação, remédios, em forma de comprimido, para induzi-la podem resolver o problema. Entretanto, quando eles têm indicação de fertilização in vitro (por alteração masculina ou tubária), devemos optar por medicações indutoras mais potentes, de administração subcutânea.

Sempre devemos ter em mente que estas são pacientes mais propensas a complicações como a síndrome de hiperestímulo ovariano. Felizmente, quando bem assistidas por equipe experiente, esses riscos podem ser evitados e quase anulados.

Dra. Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Thais Domingues

Malformações uterinas

As malformações uterinas ou mullerianas são alterações anatômicas do sistema reprodutor feminino. Essas alterações são congênitas, com início ao redor da 6a semana de formação embrionária intra-uterina, sendo muitas vezes perceptíveis apenas após o início dos ciclos menstruais.

masajes_reductores

As alterações uterinas são heterogêneas, podendo variar em sua complexidade, tanto diagnóstica quanto terapêutica, de acordo com o grau de acometimento uterino. Dentre elas, o septo uterino é o responsável por cerca de 40% destas malformações e pode afetar a cavidade endometrial (que reveste internamente o útero e pode afetar diretamente a implantação e manutenção de gravidez) parcial ou totalmente. Além dessa afecção mais comum, existem outras mais raras, como o útero unicorno, bicorno (uma ou 2 cavidades endometriais) até o mais raro que é o útero didelfo, onde ocorre a formação de 2 estruturas uterinas independentes.

Estão presentes em 3 a 5% da população geral, podendo atingir taxas mais altas (até 25%) em pacientes com histórico de aborto de repetição ou prematuridade, incluindo casos de incompetência istmo-cervical. Pacientes inférteis também apresentam uma prevalência mais alta destas patologias, podendo atingir cerca de 7 a 13% dos casais, como relatado em estudos recentes.

Atualmente, a ultrassonografia convencional é um bom método de rastreamento para tais alterações, sendo a ultrassonografia tridimensional ou a ressonância magnética os métodos diagnósticos de escolha, por sua especificidade na avaliação destas alterações, fornecendo informações que nos auxiliam no tratamento e, muitas vezes, no aumento das taxas de nascimento.

Dra. Luciene Kanashiro Tsukuda, médica especialista em reprodução assistida do grupo Huntington.

Luciene Tsukuda

Mês Mundial de Conscientização da Endometriose

Em março, muitos países se mobilizam e realizam ações para conscientizar a população feminina sobre o assunto.

Conhecida como a “doença da mulher moderna”, cerca de 40% das pacientes que chegam até as clínicas de reprodução assistida sofrem desse problema cada vez mais comum.

A fertilidade feminina pode ser afetada pela endometriose de diversas formas, dentre elas, por obstrução das trompas ocorrida diretamente por lesões, formação de cistos nos ovários que alteram a capacidade ovulatória e liberação de substâncias inflamatórias na pelve que podem alterar a qualidade do óvulo, do embrião e o desenvolvimento da gestação aumentando a taxa de abortamento.

Saiba mais sobre o assunto em nosso hotsite: www.endometrioseefertilidade.com.br/

Para que esta corrente fique ainda maior, curta, compartilhe e ajude a conscientizar amigas e familiares sobre a endometriose.

03.03_Mês Mundial da Endometriose