Ovodoação (Meu óvulo é seu)

Confira a matéria com participação das Dras. Thais Domingues e Helena Montagnini, na Revista Crescer, edição de maio.

A matéria fala sobre o que a Ovodoação e como ela funciona.

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Revista Crescer (5)

 

Thais Domingues

Dra. Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

 

Saiba tudo sobre a Fertilização In Vitro

Texto publicado no Portal Área M.

Especialista explica como funciona um dos tratamentos mais procurados por casais que sofrem de infertilidade

Para muitos casais que possuem dificuldade para engravidar, recorrer aos modernos métodos de reprodução se tornou uma alternativa. Porém, a maioria dos métodos ainda gera dúvidas quanto a sua segurança e eficácia.

Happy family, mother, father and daughter on the white bed

Entre as opções, a Fertilização In Vitro (FIV) é a mais procurada por mamães e papais que já tentaram outros métodos ou foi constatado que possuem um problema de saúde mais grave para gerar um bebê, como uma lesão tubária, endometriose, distúrbios de esperma ou infertilidade não explicada. “A FIV é um procedimento laboratorial mais técnico, para quadros mais específicos que não podem ser resolvidos com as demais técnicas. Ela pode ser, inclusive, uma alternativa a falhas repetidas no tratamento de inseminação artificial”, explica a Dra. Melissa Cavagnoli, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

O processo de uma FIV costuma contar com cinco etapas: a primeira é a estimulação dos ovários com medicamentos, seguida da captação dos óvulos, que será feita via vaginal por meio de punção e sob anestesia geral.

Na próxima fase será realizada a fertilização dos óvulos com os espermatozóides, o que pode ser feito da forma clássica, isto é, os espermatozóides são colocados ao redor dos óvulos e o resultado é avaliado após 19 horas, ou por meio da injeção intra-citoplasmática, na qual o espermatozóide é inserido dentro do óvulo por uma agulha microscópica.

A quarta etapa é a cultura dos embriões, onde os mesmos são mantidos em incubadora por três a seis dias. Por fim, há a transferência dos embriões, que é um processo indolor, porém delicado.

De acordo com Melissa, mulheres por volta dos 35 anos de idade são as que mais buscam pela FIV atualmente em clínicas e hospitais. “Após essa idade começa a haver uma diminuição do potencial reprodutivo feminino. Contudo, grupos mais jovens também se utilizam da técnica, como em quadros de Síndrome dos Ovários Policísticos e endometriose, ou em casos em que o parceiro tem algum problema na saúde fértil”, comenta.

Além da ansiedade para obter sucesso com a fertilização, o medo dos efeitos colaterais é algo que ronda a cabeça de muitos casais. Contudo, segundo a doutora, eles raramente são preocupantes. “Não há contra-indicação, mas o ideal é que sejam feitos alguns exames prévios para avaliar se existe algum risco no uso dos hormônios para induzir o crescimento dos óvulos. Algumas pacientes apresentam, por exemplo, risco elevado de trombose”, explica.

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Mulheres com menos de 35 anos tem até 60% de chance de engravidar com a Fertilização In Vitro. A partir dessa idade as chances diminuem gradativamente

Ainda durante o tratamento, segundo a médica, é preciso que a paciente evite atividades físicas, sobretudo aeróbica. “Durante a estimulação dos óvulos, o ovário aumenta de volume além do que seria o fisiológico e, por isso, existe um risco de torção ovariana durante atividades físicas. Isso pode causar bastante dor e eventualmente necessitar até de um procedimento cirúrgico para reverter o quadro”, explica.

Já o sexo pode ser feito normalmente durante o tratamento, porém, no dia da coleta dos óvulos – em que o marido precisa realizar um espermograma – os especialistas orientam entre dois e cinco dias de abstinência sexual prévia para obter um melhor resultado.

Quando o procedimento ocorre bem, a paciente que engravida precisa manter o uso de algumas medicações por cerca de dois ou três meses. Somente depois das primeiras doze semanas, a gestante é liberada para o pré-natal com seu médico obstetra.

As chances de fertilidade de uma mulher, entretanto, estão diretamente relacionadas com a idade. “O ideal é começar a tentar engravidar antes dos 35 anos, pois mesmo com os tratamentos como a FIV as chances de sucesso são maiores”, orienta Melissa. “A partir dos 40 anos, os índices são bem menores, sendo que o ideal é que o casal não perca tempo e procure logo um especialista”, completa.

No Brasil, o custo de um tratamento de FIV custa, em média, a partir de 15 mil reais. Isso sem contar os gastos com medicação, que vai desde mil até 5 mil reais, dependendo da técnica adotada.

Em alguns hospitais públicos, é possível fazer os procedimentos de forma gratuita, como é o caso do Hospital das Clínicas e do Hospital Perola Byington, em São Paulo. Nestes casos, é preciso atender aos pré-requisitos necessários de cada instituição, além de estar disposto a enfrentar a longa fila de espera, que pode ser de até 3 anos.

Caso opte por uma instituição privada, o ideal é procurar uma clínica ou hospital de confiança. Para isso, vale receber indicações de quem já passou pelo tratamento e pesquisar tudo sobre os locais de sua escolha.

Dra. Melissa Cavagnoli, médica especialista em reprodução assistida do grupo Huntington.

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Falhas na fertilização in vitro: por que elas ocorrem e o que fazer para conseguir engravidar

Texto publicado no Portal MdeMulher em 13/08/2015. Clique aqui e acesse a matéria no portal.

Desde a sua criação, a fertilização in vitro (FIV) é uma das técnicas mais assertivas para as mulheres que sonham em ter um bebê. O procedimento se confunde com a inseminação artificial, mas a diferença está na formação do embrião, que acontece em laboratório e, posteriormente, com as condições ideais, é transferido para a cavidade uterina da mãe. Mesmo com os estudos e aperfeiçoamentos da FIV – que já alcança uma taxa de gravidez de 50% –, os resultados dependem também de outros fatores, como a idade e as condições de saúde da mulher. Por isso, o sucesso na fertilização não é garantido.

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Abordo, então, um tema comum nos consultórios, quando as tentativas não terminam com um final feliz. Muitas pacientes se perguntam: “devo desistir de ser mãe?”. A resposta é não! A medicina reprodutiva é uma ciência que evolui e faz novas descobertas a cada momento e, por isso, mesmo quando a FIV não funciona de forma recorrente, a esperança de gerar uma nova vida ainda é bastante real.

Uma das razões para o procedimento não dar certo são as falhas no processo de implantação. Daí a importância de adotar medidas para incrementar a qualidade dos gametas e de selecionar os melhores embriões para a transferência. O que pode ser impeditivo é que, às vezes, muitos embriões podem ter alterações genéticas (ou em sua forma) que prejudicam a implantação. Também pode ocorrer alguma deficiência no endométrio (membrana da parede uterina) após essa transferência embrionária.

Há, ainda, doenças ginecológicas que podem dificultar o sucesso do tratamento. A endometriose, doença inflamatória na pelve por conta de focos de endométrio fora do útero, é uma das principais causas de infertilidade. A síndrome dos ovários policísticos (SOP) pode ser outro complicador, por causar alterações dos níveis hormonais e na formação de cistos no ovário. Além desses fatores, o baixo número de óvulos também deve ser considerado. Quando algum desses quadros é detectado, o caso deve ser avaliado individualmente para buscar melhor solução possível para essa mulher que deseja engravidar.

Com as falhas da FIV em algumas pacientes, uma técnica mais complexa tem se mostrado bastante efetiva: o ICSI (sigla de Intra Citoplasmatic Sperm Injection que, em português, significa injeção intracitoplasmática de espermatozoides), que tem um formação do embrião diferente. Neste procedimento, espermatozoide é introduzido no óvulo já maduro, facilitando a fertilização. O ICSI já é indicado desde a primeira tentativa, nos casos em que o pai tem pouca ou nenhuma produção de espermatozoides, quando há muito DNA fragmentado no gameta masculino ou poucos óvulos para serem fertilizados.

Quando há tentativas frustradas com a FIV convencional ou com o ICSI, busca-se aperfeiçoar a seleção dos embriões por técnicas laboratoriais sofisticadas. Elas são capazes de determinar parâmetros morfológicos e de desenvolvimento embrionário que possam prognosticar de forma mais assertiva a chance de gravidez daquele embrião. Técnicas de análise genética também podem ser empregadas. No caso do endométrio, é possível realizar exames que garantam ao máximo a integridade e receptividade desse tecido.

Por fim, vale ressaltar que cada caso de insucesso é avaliado individualmente, pois o ser humano é único. Mesmo quando há problemas na FIV, buscamos uma nova solução para que a vontade de aumentar a família seja concretizada. Os profissionais especializados em reprodução humana não medem esforços para que todas as pacientes consigam seus desejados bebês. Portanto, não desanime caso as primeiras tentativas não cheguem ao resultado esperado.

Dr. Maurício Chehin, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

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Como saber qual é o melhor embrião?

embriaoEssa é uma pergunta que não sai da cabeça dos casais que fazem fertilização in vitro e também de todos os  médicos e cientistas que estudam a reprodução assistida.

Um casal muito querido de Salvador que engravidou aqui na Huntington, retornou essa semana em busca de um irmãozinho ou irmãzinha para o Lucas, que hoje está com 4 anos. Na primeira consulta pudemos diagnosticar um quadro de abortamentos de repetição e após realizarem todos os exames para investigação, detectamos não haver causa aparente do problema. Então descobrimos na primeira tentativa de fertilização in vitro a razão principal dos abortos: qualidade embrionária ruim.

Lembro-me bem que nessa  época foi muito difícil a compreensão de como podemos identificar e classificar os embriões de acordo com a sua qualidade. A principal forma e a já utilizada desde o primeiro dia de desenvolvimento embrionário é a classificação morfológica dos embriões seguindo basicamente dois parâmetros: número de células e grau de fragmentação. Sabe-se, por exemplo, que um embrião de segundo dia de desenvolvimento deve ter entre 2 a 4 células, e no terceiro dia entre 6 a 8 células para ser considerando um bom embrião, ou seja, com boas chances de implantação. Também a fragmentação embrionária, que são como se fossem pequenas bolinhas dentro de cada célula, é relacionada à qualidade. Quanto mais fragmentado, grau 3 e 4, menos chance o embrião tem de resultar em gravidez.

Então, na segunda tentativa de FIV, optamos por fazer uma seleção diferente da qualidade embrionária  para que pudéssemos potencializar as chances de gravidez. Acumulamos um número maior de embriões para cultivá-los até o estágio de blastocisto, que é atingido no quinto dia de desenvolvimento. Expliquei a eles que somente 30 a 50% dos embriões formados conseguem atingir este estágio, e que dessa forma podemos selecionar com mais precisão qual é o melhor embrião. Além disso, no quinto dia após a coleta dos óvulos, o útero também se encontra mais receptivo, a semelhança do que ocorre na gestação natural. E foi assim que após transferirmos 2 blastocistos, a Patrícia engravidou do Lucas.

Hoje após quatro anos, fico muito feliz em contar a eles que é possível detectarmos a qualidade embrionária de uma forma ainda mais eficaz através da análise genética pré-implantação, a chamada biópsia embrionária com a técnica de CGH. Essa técnica é indicada para casais como eles, com abortos de repetição sem causa aparente, além de casais com doenças genéticas na família, antecedentes de mais de 3 falhas de fertilização in vitro e quando a mulher tem mais de 38 anos. É claro que não é possível identificarmos todas as alterações genéticas que existem em uma só análise, mas conseguimos detectar as principais aneuploidias, que são as alterações no número de cromossomos, que mais comumente causam abortos ou falhas de implantação dos embriões.

E assim já no próximo mês eles iniciarão esse novo projeto de aumentar a família com muito mais esperança e expectativa de sucesso!

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Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.