Congelamento de óvulos deve ser feito até os 35 anos: entenda como funciona

Matéria publicada no portal UOL Estilo, com participação da Dra. Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida do grupo Huntington.

Adiar a gravidez é uma realidade cada vez mais comum às mulheres. Nos últimos 16 anos, o Brasil viu crescer em 27% o número de gestantes com mais de 40 anos, segundo o IBGE. Muitas delas recorrem ao congelamento de óvulos.

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Thais Domingues

Dra. Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistido da grupo Huntington.

Congelamento de óvulos: ético e libertário

Confira a matéria veiculada no programa Saia Justa do canal GNT, com participação do Dr. Eduardo Motta, sócio-diretor do grupo Huntington.

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Dr. Eduardo

Muitas mulheres chegam ao fim dos 40 anos sem ter tido filhos, por falta de oportunidade ou contexto afetivo. Mas o desejo está lá. Nestes casos, muitas decidem congelar os óvulos. O procedimento é uma segurança para se no futuro quiserem fazer uma inseminação.

As técnicas de reprodução utilizadas em uma produção independente

Texto publicado no portal Bebe.com.

O médico Mauricio Chehin, do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, esclarece questões cruciais para auxiliá-la a realizar o sonho da maternidade.

Antes da Páscoa, as redes sociais pipocaram com fotos de Karina Bacchi em sua 22ª semana de gestação. O bebê é fruto de uma fertilização in vitro e de uma gravidez tardia: a modelo realizou o sonho de ser mãe aos 40 anos de idade. Isso une duas tendências: além das mulheres estarem postergando cada vez mais os planos de ter um filho, esse processo também tem dependido cada vez menos de se ter um parceiro.

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Segundo pesquisa do Instituto Data Popular de 2015, das 67 milhões de mães brasileiras, 31% não são casadas, como também é o caso da atriz e de muitas mulheres  que procuraram pela técnica de reprodução assistida. A produção independente tem sido, de forma crescente, uma escolha consciente da mulher moderna.

E, embora existam outros modelos familiares possíveis, existe uma questão concomitante a esse panorama. A fertilidade feminina declina fortemente após os 35 anos de idade. Neste contexto, a indicação é procurar um profissional especializado, para a paciente entender e escolher a melhor maneira de se preservar a fertilidade.

Na prática, a forma mais eficaz da mulher conceber em situações de produção independente é por meio da fertilização in vitro (FIV), em que a fecundação é feita em laboratório e depois o embrião é transferido para o útero materno. No caso das chamadas mães solo, existem procedimentos que complementam a FIV e auxiliam a independência da mulher na maternidade.

Congelamento de óvulos

A técnica é ideal para as mulheres que postergam a gravidez e querem tê-la com os próprios óvulos. O caso da atriz também é este e a fertilização foi feita com os óvulos congelados quando ela tinha 35 anos, idade limite para garantir a qualidade deles. A partir deste ponto, as chances de engravidar caem para cerca de 30%, segundo a Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). Isso porque, até os 32 anos, chega a ser de até 60%.

Banco de espermatozoides

Essa é a alternativa para a produção independente e também foi pelo que Karina optou. Para isso, existem bancos nacionais e internacionais, nos quais há uma descrição mais completa das características do doador, cuja identidade sempre deve ser mantida anônima. Na ocasião, o pai biológico não participa das decisões e não exerce seu papel na futura família.

Doação de óvulos (ovodoação)

Outro procedimento contempla também quem não tem óvulos saudáveis. As mulheres podem recorrer à ovodoação e, neste caso, as identidades de doadora e receptora também são anônimas. A doadora também não tem participação na nova configuração familiar. As três alternativas, aliadas a qualquer tipo de tratamento, devem ser escolhidas caso a caso, dependendo das necessidades e da saúde da futura mãe. O papel da reprodução assistida nesse processo é colocar a ciência a serviço da autonomia da mulher, enquanto dona de seu corpo e protagonista de sua maternidade.

Dr. Maurício Chehin.

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Gravidez depois dos 50? É possível e a gente discute os prós e contras!

Matéria publicada no portal da Revista Pais&Filhos.

Cada uma tem a sua hora certa para engravidar

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Em nome de esperar um momento de melhor estabilidade, cada vez empurramos mais para frente a decisão de ter um filho. Falta terminar o mestrado, dar entrada na casa própria, arrumar um parceiro estável e se sentir madura para cuidar de uma criança. Não necessariamente nessa ordem.

Nos anos 1960, era consenso que a idade ideal para a primeira gravidez ficava entre 18 e 25 anos. Após os 25, a gestante era classificada como “primigesta idosa”! A idade fértil situa-se entre 10 e 49 anos. No entanto, as técnicas de reprodução assistida derrubaram esses limites. Em tese, pode-se engravidar a qualquer momento. Mas a coisa não é tão tranquila. Em 2013, o Conselho Federal de Medicina determinou 50 anos como a idade máxima para engravidar por meio de tratamento.

Depois de muita discussão, a resolução foi flexibilizada no ano passado, deixando a cargo do médico a decisão, desde que com base em critérios científicos e orientando a futura mãe sobre potenciais riscos. Aqui a gente discute os riscos de engravidar depois dos 50.

Fisicamente

As chances de gravidez natural aos 50 anos existem, mas são bastante baixas, menos de 1%, segundo Claudia Padilla, mãe de Miguel e Isabel, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington. Mesmo recorrendo a técnicas como a fertilização in vitro, essa possibilidade cai de 25% aos 40 anos para apenas 5% aos 50.

Felizmente, hoje existem técnicas, como a do congelamento de óvulos, que deve ser feito pela mulher quando mais jovem. Outra possibilidade é recorrer à adoção. Segundo o Eduardo Motta, à medida que o tempo avança, todas as situações de risco para a gravidez são mais prevalentes.

O Conselho Federal de Medicina estipulou que os médicos avaliem caso a caso os riscos de um tratamento nesta fase e informem a futura mãe dos riscos envolvidos, que incluem hipertensão, diabetes, parto prematuro e baixo peso do recém-nascido.

Psicologicamente

O nível de maturidade e vivência é ainda maior que nos 40 anos. O seu “ajuste de rota” geralmente nesta fase já contempla administração do seu “Plano B”. Tudo isso faz com que a mulher tenha ainda mais espaço para dedicar suas energias e aprendizados para a maternidade, diz a coach Deborah Toschi filha de Rafael e Lourdes.

Financeiramente

A carreira pode estar no auge ou ameaçada pelo desemprego (ou troca com rebaixamento de renda) devido à “obsolescência” da profissional, imposta pelo mercado de trabalho, o que varia muito conforme a profissão.

“A gravidez de maior risco biológico pode exigir cuidados e gastos mais intensivos”, o economista Marcos Silvestre, pai de Rachel e Alexandre.  Se você já se aposentou, por exemplo, mas mantém alguma atividade remunerada, a aposentadoria entra como complemento e você pode estar mais tranquila.

“Para a aposentadoria ou para garantir a educação do filho que nasceu agora, o dinheiro deve ficar em aplicações de longo prazo”, recomenda Luciano Tavares, pai de Henrique, Eva e Helena, CEO da Magnetis.

Dr. Eduardo Motta, diretor do Grupo Huntington e Dra. Claudia Gomes Padilla, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Dr Eduardo Motta             Imagem4