Hoje completamos 22 anos!

Hoje completamos 22 anos #realizandosonhos, #construindofamilias #multiplicandoconhecimentos

São 22 anos de dedicação, estudos, sucesso e muito amor pelo que fazemos 
Agradecemos a todos que confiaram à Huntington a realização do sonho de construir uma família.

27.07_Aniversario Huntington

Palestra de Casais em Americana – 18/07 às 19h30

Casais de Americana e região saberão tudo sobre os  tratamentos de fertilidade, com a Dra. Flávia Torelli.

Dia 18 de julho nossa equipe médica e embriologistas apresentarão uma palestra no Nohotel Premium, para esclarecer todas as dúvidas de quem quer engravidar ou está com alguma dificuldade.

Não perca essa oportunidade! Será um prazer tê-los com a gente.

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A Infertilidade e os aspectos emocionais para o casal

Texto publicado no Blog da Fertilidade á Maternidade.

Muitos casais se surpreendem com a dificuldade de engravidar naturalmente, pois a expectativa é que teriam um filho quando desejassem. A constatação da ausência de controle e a frustração deste desejo suscita uma gama variada de sentimentos, como tristeza, culpa, vergonha, revolta, entre outros. Afeta tanto as mulheres quanto os homens e traz repercussões na vida conjugal. Alguns casais vivenciam esta situação com uma maior união, mas outros apresentam divergências e conflitos por vezes difíceis de lidar.

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Ainda hoje, algumas mulheres consideram a maternidade parte da natureza feminina e se sentem estigmatizadas quando não conseguem realizá-la. Muitas mulheres se sentem incompletas, impotentes e inferiorizadas por não conseguirem engravidar naturalmente como “todas as mulheres”. O período em que se submetem à investigação do diagnóstico e tratamentos também é marcado por uma gama variada de sentimentos. Os tratamentos para engravidar representam uma chance e esperança de ter o filho desejado, mas é um processo desgastante física e emocionalmente. Ao final do tratamento, quando não ocorre a gravidez desejada, evidencia-se a tristeza pela perda do filho desejado. Esta reação está dentro do que é esperado, pois em cada procedimento, o investimento emocional é enorme.

Quando se sucedem insucessos dos tratamentos, pode-se desenvolver um estado depressivo pelas perdas vividas, pela constatação da ausência de controle, assim como a incerteza se conseguirão ter o filho desejado. Esta condição pode se estender por um período de tempo maior e com intensidade que traga repercussões à vida profissional, conjugal e social.

Algumas mulheres desistem de dar continuidade aos tratamentos porque se veem sem condições emocionais para lidarem com mais expectativas e eventuais frustrações. É de extrema importância diferenciar uma reação de tristeza esperada pelo insucesso de um tratamento de um quadro depressivo. Nem toda tristeza é depressão. O psicólogo é um profissional que pode ajudar os casais a lidarem com todas as questões emocionais relacionadas à infertilidade e tratamentos, assim como identificar a existência de um quadro depressivo ou de ansiedade que necessite de intervenção medicamentosa.

Esta pesquisa refere-se à incidência de depressão pós-parto em tratamentos de FIV (Fertilização In Vitro), concluindo que tais índices não diferem daqueles de mulheres que engravidaram naturalmente. Em minha prática clínica, o receio de desenvolver um quadro de depressão pós parto não é comum nas mulheres que fazem FIV. Apesar do sofrimento estar muito presente, está associado à infertilidade, aos insucessos dos tratamentos e repetidas frustrações do desejo de terem o filho desejado. Acreditam que com a gravidez e o nascimento do filho, tal sofrimento irá desaparecer. Como a FIV está muito difundida em nosso meio, os tabus a este tipo de tratamento tem sido pouco frequentes, de acordo com minha prática clínica. Algumas mulheres sofrem por necessitarem de ajuda médica para engravidar, especialmente por se perceberem abaladas em sua “potência”, menos pelo tabu associados aos tratamentos.

O receio de desenvolver um quadro de depressão pós parto está presente em mulheres que farão FIV utilizando óvulos doados, que não é a população referida neste estudo. Comumente este receio relaciona-se à dificuldade de aceitação da infertilidade e da utilização de óvulos de uma doadora. Nestes casos, o preparo psicológico é de extrema importância para prevenir problemas futuros.

Dra. Helena Loureiro Montagnini,  psicóloga do Grupo Huntington.

Mãe na hora certa: saiba como funciona o congelamento de óvulos

Texto publicado no portal Yahoo.

As mulheres estão adiando a maternidade, seja por motivos pessoais ou profissionais, o número de mamães depois dos 30 passou de 22,5% em 2005 para mais de 30% em 2015, segundo dados do IBGE. A tendência social seria a idade aumentar cada vez mais, segundo especialistas, mas os riscos da gravidez tardia preocupam aquelas que desejam ter filhos. Foi pensando nisso que a radiologista Renata Andreosi, 37 anos, decidiu congelar seus óvulos. “Foi há dois anos, ainda não tinha parceiro e o sonho de ser mãe era grande”, explicou.

Renata não está sozinha e os motivos das mulheres que optam pela “preservação” da fertilidade são vários. Ela mesma tem três amigas próximas que decidiram pelo procedimento. “Algumas mulheres que já têm seus companheiros querem engravidar mais tarde pelo lado profissional. Congelar os óvulos é como um seguro, pois quando o desejo aparecer, os óvulos estarão lá”, afirmou Renata. Segundo o obstetra do Centro de Reprodução Humana do Hospital Santa Joana, Eduardo Motta, a maioria das pacientes que procura o congelamento dos óvulos tem mais de 35 anos e é solteira.

Nos últimos dois anos, de acordo com o coordenador médico da Huntington Medicina Reprodutiva, Maurício Chehin, houve um crescimento de 40% na busca pelo procedimento. “Muitas mulheres até os 35 anos ainda têm expectativas na vida profissional e não estão focadas na maternidade. Mas o relógio bate antes”, disse Chehin. Segundo ele, quanto mais cedo as mulheres optam por congelar os óvulos, mais chances têm de conseguir uma gestação saudável no futuro.

O planejamento é fundamental, até pelo custo do procedimento que varia de R$ 8 mil a R$ 13 mil. Motta explicou que não existe “idade máxima” para o congelamento dos óvulos, mas o recomendável é que seja feito antes de a mulher atingir 37 anos. O procedimento é relativamente seguro, no entanto, entre os riscos Chehin citou trombose arterial ou venosa, síndrome de hiperestímulo ovariano e sangramento. Complicações são raras, reforçou Motta: a perda de sangue foi observada em 1 a cada 1 mil casos e o crescimento dos ovários em 1 a cada 7.

Como funciona?

O coordenador médico da Huntington Medicina Reprodutiva enumerou quatro passos principais para o congelamento de óvulos. Na primeira fase, a mulher passa por uma série de exames para detectar o nível de fertilidade. Depois, a paciente começa o tratamento de indução da ovulação com medicamentos à base de hormônios. A coleta dos óvulos é feita com uma agulha acoplada a um aparelho de ultrassom. O último estágio é a criopreservação dos óvulos maduros e de qualidade. A taxa de sobrevivência ao descongelamento é de 95%, segundo Chehin.

Renata considerou o processo “tranquilo”. Ela passou por todos os estágios, até a retirada dos óvulos, quando sentiu “um pequeno desconforto no abdome”. “Foi como uma pequena cólica menstrual”, comparou. Para ela, porém, valeu a pena. Nesses dois anos que se passaram, a radiologista encontrou um parceiro e se casou. “A ideia é “engravidarmos” ainda nesse ano. Primeiro vamos tentar de forma natural, mas caso não aconteça, sei que meus óvulos estarão lá guardados para me permitir ser mãe”, contou.

A hora da maternidade

Não existe prazo limite para deixar os óvulos congelados, afirmou Motta. Uma vez que a mulher decide ser mãe, os óvulos são descongelados e fertilizados com o espermatozoide do doador ou companheiro. Cerca de cinco dias depois, os embriões são colocados no útero da mulher. As chances de dar certo são, em geral, 50% para congelamentos feitos quando a paciente estava com 35 anos ou menos; 35% para mulheres que passaram pelo procedimento entre 36 e 39 anos e 20% para óvulos com mais de 40 anos de idade, estimou o obstetra.

Todo o procedimento deve ser acompanhado por médicos especialistas. De acordo com Motta e Chehin, casos em que a mulher apresenta doença que causa diminuição da reserva ovariana são indicados para o congelamento de óvulos.

Dr. Maurício Chehin, coordenador médico do grupo Huntington.

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