Feliz Dia das Mães!

Vovo e Miguel

Vovó Aurea e Miguel

Há 10 anos convivo diariamente com mulheres que querem ser mães ou que já são mães. Tenho o privilégio de poder compartilhar com elas momentos íntimos e inesquecíveis como o planejamento da gravidez, a tão sonhada notícia do teste positivo, as aventuras da gestação, a incrível emoção do parto e o aprendizado de ser mãe.

Todas elas falavam dessas emoções com os olhos marejados de lágrimas e um sorriso iluminado no rosto. Presenciei inúmeras vezes o primeiro encontro de uma mãe com o seu filho, descrito por todas como um momento mágico.

Também sempre ouvi as tão famosas declarações do quanto um filho muda sua vida, suas prioridades, seus conceitos e claro de como é ter o amor incondicional.

Confesso até que às vezes achava tudo isso um pouco exagerado demais quando, por exemplo, eu perguntava para minha mãe o que ela queria ganhar de presente e ela respondia “Só quero estar junto e ter um beijo seu”, ou minha sogra falando “não consigo entender como eu consegui viver sem meus filhos por tanto tempo e não sentir esse amor pleno”.

Dra. Claudia e MiguelMas hoje posso dizer a vocês que apesar de parecer clichê tudo isso é a mais pura verdade. E por mais que te digam ou que você presencie você só irá sentir realmente o que é após ser mãe.

Há 9 meses tive a benção de viver essa experiência.  Digo do fundo do coração que todo o cansaço que tenho ao final de um dia de trabalho é anulado com o sorriso do meu filho ao abrir a porta de casa, que todas as possíveis críticas que eu poderia fazer a minha mãe hoje se tornaram a mais profunda admiração e que a vontade que eu tinha em ajudar uma mulher a se tornar mãe tornou-se ainda maior.

Nesse domingo, no meu primeiro dia das mães, quero dizer: Obrigada mãe por me fazer ser a pessoa que sou e, obrigada filho por ter me tornado uma pessoa melhor .

Feliz Dia das Mães!

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Dra. Claudia Gomes Padilla, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Da fertilidade à maternidade: muitas histórias em uma, na busca de ser mãe!

Hoje, começo a escrever como colunista do Blog da Huntington, e nada melhor do que começar falando um pouco de quem eu sou e da minha história, que acho que é o que me dá respaldo para estar aqui hoje conversando com vocês.

Meu nome é Alessandra Nunes, mulher, esposa, profissional, mãe e blogueira nas horas vagas. Sempre fui uma mulher de planejar e organizar meus sonhos e objetivos e, apesar de meu marido querer ter filhos logo, eu já não tinha a mesma pressa. Queria me firmar na carreira, ter uma boa estabilidade financeira, um apartamento melhor. E, assim, acho que como a maioria das mulheres de hoje em dia, achava que o sonho de ser mãe podia esperar mais um pouco, até porque, na minha cabeça, seria fácil realizá-lo.

Em 2005, finalmente, decidimos ter nosso primeiro filho, mas infelizmente as coisas não aconteceram como eu planejei. Os meses foram passando e não engravidava. Foi quando comecei a desconfiar que poderia ter algo errado. Minha médica sempre dizendo que era só esperar, mas eu não queria esperar, não sabia ser assim passiva e simplesmente aguardar por algo que não acontecia e eu não sabia o porquê. Troquei de médica e descobri que nem ovulando estava e que tinha perdido alguns meses de tentativas inutilmente. Bom, foi aí então que tomei uma decisão: iria pesquisar sobre o assunto, entender como meu organismo e a concepção funcionavam, o porquê da demora em conseguir, o que poderia estar dificultando, enfim, o porquê não estava conseguindo ser mãe. Depois de muitos exames e tratamentos, descobri que tinha endometriose. Mais alguns tratamentos e, finalmente, dois anos depois, consegui meu tão sonhado positivo. Tive uma gestação tranquila e muito desejada, mas tive um parto bastante complicado e, logo em seguida, uma depressão pós-parto – coisa que nunca esperei que aconteceria comigo – e alguns anos de tratamento para vencê-la.

Quando achei que já havia passado por quase tudo em relação à maternidade, fiquei grávida novamente, dessa vez foi logo na 1ª tentativa. Era um menino, meu Mateo. Mas infelizmente, mais uma vez as coisas não aconteceram como eu planejei e perdi meu bebê aos 6 meses de gravidez. É uma experiência que não há como descrever e que me fez mudar muito o modo de ver a vida. A maternidade por si só já muda você, mas a perda de um filho vira você do avesso, é indescritível. Agora estou me reestabelecendo. Finalmente percebi que nem tudo é possível planejar e que não acontece como e quando se quer, mas ainda quero outro filho e vou continuar minha luta.

Com certeza, uma das coisas que me ajudou em cada uma destas fases que passei, foi aprender e entender o que acontecia, o porquê acontecia. E no meio de tudo isso, pensei: por que não dividir tudo isso que aprendo com outras mulheres, que também buscam o sonho da maternidade?! Por que não ensinar de forma leiga, o que geralmente não se consegue nos consultórios médicos, sobre ovulação, exames, hormônios, gestação, endometriose, tratamentos…? Aí surgiu a ideia de montar um blog, o Da Fertilidade à Maternidade, não para ser mais um blog sobre bebês, mas sim para falar de fertilidade, gravidez, maternidade, trocar experiências e falar de uma forma que qualquer pessoa consiga entender e assim tentar ajudar de alguma forma outras mulheres e casais a, talvez, não ter que passar por tudo que passei.

E assim, já são mais de 7 anos que pesquiso e escrevo sobre os assuntos que vão da fertilidade à maternidade. E, a partir de agora, semanalmente, venho dividir um pouco de tudo isso aqui com vocês, no Blog da Huntington. Este canal tão especial, que a Huntington criou, para ajudar casais também com informação e troca de experiências, que tornam todo este processo da busca da maternidade muito mais humano.

 Alessandra Nunes, mãe e blogueira.