Obesidade e Fertilidade

Dia 11 de Outubro é o dia mundial de combate a Obesidade, data nada comemorativa, pois se trata de um problema de saúde que vem aumentando consideravelmente em todo mundo, assim como no Brasil. Acredita-se que cerca de 50 % da população brasileira em idade fértil está acima do peso ideal.

Além das associações já bem conhecidas entre obesidade e hipertensão, diabetes e cardiopatias, a obesidade está também associada a infertilidade, tanto por fatores masculinos como por fatores femininos.

11.10_Post Obesidade

Diversos estudos vêem nos auxiliando a elucidar tais associações. Ao avaliar a quantidade de óvulos e embriões nas mulheres com diversos índices de massa corpórea, identifica-se que aquelas que estão obesas ou com sobrepeso apresentaram menor número de óvulos e embriões por ciclos. Além disso, essas mulheres apresentam maior índice de falhas (exames de gravidez negativo), maior número de perdas gestacionais e aumento do número de cancelamentos de ciclos, podendo ainda estar associado a disfunções hormonais e ovulatórias.

O homem acima do peso corrobora com as causas de infertilidade, pois apresentam mais problemas de disfunção erétil e possuem uma quantidade e qualidade seminal comprometida.

Diante das praticidades do dia a dia e das ofertas de fast foods, temos que enfrentar praticamente uma batalha para mantermos uma dieta balanceada e um estilo de vida saudável. Essa mudança de estilo de vida torna-se muito importante não só para combater as patologias citadas, como também para atingirmos o objetivo da tão sonhada gravidez.

Dr. Gustavo Teles, médico especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Gustavo Teles

As consequências da obesidade para a fertilidade

O sonho de constituir uma família, alimentado por tantos casais, pode esbarrar em fatores genéticos, biológicos e até comportamentais. Estresse, ansiedade, automedicação, anabolizantes, hábitos alimentares inadequados, tabagismo e consumo de álcool podem levar a um quadro de infertilidade. Entre estes fatores, a obesidade, além de causar déficit de vitaminas no organismo, é uma das principais causas.

balanca1A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o excesso de peso como um dos principais problemas de saúde dos países desenvolvidos. No Brasil, segundo levantamento do Ministério da Saúde, o mal afeta 51% da população. É difícil mensurar, no entanto, o número de pacientes obesos que sofrem com a infertilidade. Dados da OMS mostram que cerca de 60 milhões de brasileiros não conseguem ter filhos, pelos mais variados motivos — o que equivale a um em cada dez casais no país.

Você deve estar se perguntando: como a capacidade reprodutiva é influenciada pela obesidade? Manter hábitos saudáveis — de vida e, principalmente, na alimentação — aumenta a longevidade e a qualidade dos espermatozoides e óvulos, que facilitam a evolução do tratamento para a fertilização.

Nas mulheres, a produção hormonal das células gordurosas pode ocasionar irregularidade do ciclo menstrual e uma ovulação não efetiva. Além disso, a própria obesidade também contribui para a diminuição da qualidade dos óvulos.

Uma pesquisa divulgada na revista Obstetrics and Gynecology Clinics of North Americamostrou que o tecido adiposo trabalha na produção de adipocinas, substâncias que influenciam na comunicação entre as células do corpo. Se esta ‘comunicação’ não é feita adequadamente, pode afetar as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório. O tecido adiposo em excesso pode prejudicar a funcionalidade do organismo, pois a gordura é armazenada em diferentes células e tecidos, inclusive nos óvulos, afetando a sua qualidade. No homem, o excesso de gordura causa o aumento da temperatura nos testículos, que leva a uma diminuição da produção e qualidade dos espermatozoides.

atividade-fisicaPorém, é importante ressaltar que manter um estilo de vida saudável refletirá positivamente em todas as áreas da vida e, claro, ajudará a encontrar o equilíbrio para a tão esperada maternidade. O bem-estar do casal também influencia em uma gestação tranquila e feliz. Uma dica para começar é procurar a ajuda de um profissional que poderá acompanhar a rotina de ambos. Outra dica é caprichar na dieta rica em legumes, frutas e verduras, cálcio e magnésio, que ajudam a regular os hormônios e manter o corpo e a mente em equilíbrio.

dr-mauricio-barbour-chehin2

 

 

 

 

Dr. Mauricio Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

Obesidade x Infertilidade

Olá a todos!

Estamos inaugurado um novo espaço no blog voltado para alimentação. Hoje vivemos num mundo tão veloz que acabamos atropelando nós mesmos e principalmente nossa alimentação. Vivemos atrasados, cheios de compromissos e dificilmente temos tempo para cuidar de nossa saúde.

Meus posts serão sobre dicas simples de alimentação e de como podemos trabalhar para colaborar com a sua fertilidade.

Contem comigo para tirar suas dúvidas.

Um abraço,

243818_103833026373307_5360325_o

 

 

 

Dra. Roseli Ueno Ninomiya, nutricionista do Grupo Huntington

 

Quem já não ouviu dizer que as mulheres obesas não poderão engravidar?

É preciso esclarecer que as mulheres obesas realmente possuem um risco maior de infertilidade, mas isso não quer dizer que não poderão ser mães. Lembro que a infertilidade tem causa multifatorial que vai desde problemas fisiológicos até psicológicos (tensão, stress, depressão, ansieade, etc).

Estudos mostram que estilo de vida e o modo como as mulheres se alimentam podem influenciar no equilíbrio ovulatório (problema na ovulação), ou seja, uma vida mais indisciplinada, sob stress constante, sedentarismo, má alimentacão, pode desequilibrar a fisiologia da mulher e consequente a disfunção culmina na infertilidade. Este mesmo raciocínio pode ser aplicado ao homem, pois o obeso também tende a ter uma menor produção de espermatozoides.

Observo também que mulheres e homens com baixo peso, em dietas muito restritivas ou que realizam a prática de exercícios exagerados também podem ter problemas de fertilidade.Uma vida mais equilibrada é sempre um passo que pode contribuir com as chances do casal no processo do “engravidar”.

vegies

 Confiram algumas dicas de alimentação:

- Evite o sal em excesso, temperos prontos (como caldo de galinha, caldo de carne, maionese, etc), que só prejudicam a circulação sanguínea, aumenta a retenção de líquidos e consequente aumento de toxinas acumuladas.

- Controle o consumo de carboidratos com alto índice glicêmico (ex. massas, doces, batata). Ingerir quantidade e qualidade de carboidratos podem fazer a diferença no metabolismo da glicose, na fabricação da insulina ou resistência a insulina. Pesquisas mostraram que mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) consumiam mais carboidratos simples vindo de batata frita e pão branco.

- Evite o consumo de alimentos ricos em gorduras trans. Muitos alimentos são industrializados, como salgadinhos, bolachas recheadas e chocolates recheados. As gorduras trans prejudicam a circulação sanguínea e aumentam as chances de desenvolvimento de doenças como a hipercolesterolemia (aumento do colesterol ruim).

- Evite alimentos prontos como lasanhas congeladas, nuggets, hamburger e pizza, pois são ricos em sódio e deficientes em vitaminas, minerais e antioxidantes importantes e fundamentais para a fertilidade.

- Beba água. Pelo menos 1,5 litro ao longo do dia. Evite ficar sem uma boa hidratação ao longo do dia. É preciso manter uma boa circulação sanguínea e garantir uma boa nutrição a todos os órgãos.