Histerossalpingografia

Um exame importante para investigação da fertilidade!

A histerossalpingografia é um exame que dá medo em muitas mulheres, por ser um exame mais complexo e por muitas mulheres reclamarem que é doloroso. Mas é um exame muito importante para investigação da fertilidade da mulher, com ele avalia-se as tubas (trompas) uterinas. As tubas que ‘buscam’ os óvulos nos ovários e é na tuba que a fecundação do óvulo acontece, então é fundamental que elas estejam saudáveis, desobstruídas e móveis para que a gravidez aconteça.

Explicando de forma mais simples, o procedimento é assim, o médico ‘pinça’ (prende) o colo do útero e depois injeta um contraste e vai tirando radiografias para ver se o contraste vai passando pelas trompas. O exame é rápido, entre 10 e 15 minutos, e exige alguma preparação, que a clínica e/ou o seu médico vão orientar.

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Quando eu fiz achei tranqüilo, tem muitas meninas que dizem que sentem dor, mas eu só senti como uma cólica forte e um pouco de ardência, mas suportável. O médico me deu algumas dicas, que acho que ajudaram bastante, a principal é tentar ficar relaxada, pois quanto mais contraída, mais difícil do contraste passar e conseqüentemente pode gerar mais desconforto. Outra coisa, foi a indicação médica de tomar uma medicação para cólica 30 minutos antes do exame.

Vale a pena enfrentar o medo, pois esse exame ajuda a verificar obstruções e problemas nas trompas, que, na maioria das vezes, não são detectados em outros exames. Se vc tem alguma restrição quanto ao contraste, converse com seu médico, atualmente existe alternativas para quem tem alergia a iodo, por exemplo.

Se mesmo assim você ainda tem medo da dor, também existem clínicas que oferecem esse exame com sedação, é uma alternativa, converse com seu médico sobre isso.

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Alê Nunes, mãe e blogueira.

Limites para uma gravidez responsável

espermatoz     Ao contrário do que muitos imaginam, os óvulos não são produzidos constantemente pelos ovários. Todas as células reprodutivas que a mulher libera durante a menstruação já estão estocadas em seu organismo quando ela nasce. Na puberdade, estima-se que uma adolescente tenha em torno de 400 mil óvulos. Parece uma quantidade promissora, no entanto, para cada óvulo maduro liberado centenas são perdidos. Nesse ritmo, ao chegar aos 50 anos, é bem provável que sua reserva ovariana já esteja esgotada.

Em termos gerais, até o começo dos 35 anos a mulher tem grande  chance de engravidar com os próprios óvulos. A partir dessa idade, a reserva ovariana vai se esgotando com maior rapidez. Assim, dos 36 aos 40 anos, as chances são de 40%. Dos 41 aos 44 anos, apenas 20%, e dos 45 aos 50 anos algo em torno de 10%. Acima dos 50 anos, as chances são quase impossíveis, somente cerca de 1% das mulheres consegue engravidar com óvulos próprios. Essas estatísticas são variáveis, não garantindo que mulheres com mais de 45 anos, por exemplo, ainda possam apresentar alguma possibilidade de engravidar a não ser por óvulos doados.

Nas últimas semanas, o Conselho Federal de Medicina (CFM) atualizou suas normas quanto à reprodução assistida no Brasil. Mulheres com mais de 50 anos não estão mais autorizadas a tentar diretamente um tratamento para engravidar. A medida certamente não tem o propósito de se intrometer nas decisões das mulheres nessa faixa etária. O desejo de ser mãe pode ser muito forte em uma mulher, havendo casos em que algumas delas levaram a cabo essa decisão, mesmo sabendo de suas limitações físicas. Por isso, a regra é, antes de tudo, uma forma de protegê-la, bem como o bebê que geraria, uma vez que a gestação nessa idade pode resultar em grandes complicações aos dois.

Ainda assim, se for comprovado que o organismo da mulher está saudável o suficiente para suportar uma gestação aos 50 anos de idade, o CFM permitirá que ela vá em frente com o tratamento.  As novas normas mostram apenas uma preocupação em entender o que é responsável e ético no que concerne a medicina reprodutiva. Diante dessas preocupações, é evidente como as mulheres de nosso tempo precisam, cada vez mais, planejar a gravidez. Para tanto, já existem programas interessantes como o check up da fertilidade, que faz uma série de eficientes exames para avaliar os potenciais reprodutivos da paciente e, então, estimar uma previsão do tempo ou das técnicas que ela pode se valer para engravidar com segurança e sem sustos.

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Dr. Mauricio Chehin, especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.