Palestra de Casais em Bragança Paulista – 24/08 às 19h30

Casais de Bragança Paulista e região saberão tudo sobre os  tratamentos de fertilidade, com as Dras. Dayana Couto e Flávia Torelli.

Dia 24 de agosto nossa equipe médica e embriologistas apresentarão uma palestra no Hotel Villa Santo Agostinho, para esclarecer todas as dúvidas de quem quer engravidar ou está com alguma dificuldade.

Não perca essa oportunidade! Será um prazer tê-los com a gente.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI.

Painel 646_Majon Solon

 

Hoje completamos 22 anos!

Hoje completamos 22 anos #realizandosonhos, #construindofamilias #multiplicandoconhecimentos

São 22 anos de dedicação, estudos, sucesso e muito amor pelo que fazemos 
Agradecemos a todos que confiaram à Huntington a realização do sonho de construir uma família.

27.07_Aniversario Huntington

Ovodoação (Meu óvulo é seu)

Confira a matéria com participação das Dras. Thais Domingues e Helena Montagnini, na Revista Crescer, edição de maio.

A matéria fala sobre o que a Ovodoação e como ela funciona.

Clique nas imagens abaixo e leia a matéria:

Revista Crescer (2)    Revista Crescer (3)    Revista Crescer (4)

Revista Crescer (5)    Revista Crescer (5)    Revista Crescer (5)

Revista Crescer (5)

 

Thais Domingues

Dra. Thais Domingues, médica especialista em reprodução assistida do Grupo Huntington.

 

Além de braços e pernas, agora cientistas fazem ovários com impressão 3D

 

Confira a matéria publicada no jornal O Globo, com participação do Dr. Maurício Chehin.

Em estudo, órgão foi capaz de gerar filhotes saudáveis e é esperança futura para mulheres que não podem engravidar

A impressão 3D é cada vez mais uma opção para a produção de próteses sob medida de membros e tecidos simples. Já usada na fabricação de pernas e braços mecânicos, de partes da pélvis e articulações do fêmur, ossos da face e até pedaços da traqueia, entre outros, a tecnologia agora está sendo testada para a substituição de estruturas mais complexas, incluindo órgãos como rins, fígado e coração.

gel ovario

Num avanço importante, cientistas anunciaram ontem sucesso em um experimento que usou a impressão 3D para criar ovários artificiais para camundongos. Implantados em fêmeas dos animais, eles funcionaram como ovários naturais, estimulando a produção de hormônios e o amadurecimento de óvulos que deram origem a proles saudáveis. A expectativa é que, no futuro, um método semelhante ajude meninas submetidas a terapias contra o câncer possam ter um desenvolvimento sexual normal, assim como preservar e restaurar a fertilidade de mulheres mais velhas que também passem por estes tipos de tratamentos.

Esta pesquisa mostra que as biopróteses de ovários têm um funcionamento durável de longo prazo — comemora Teresa Woodruff, diretora do Instituto de Pesquisas para Saúde da Mulher da Universidade Northwestern, EUA, e líder do estudo, publicado na revista científica “Nature Communications”. — Usar a bioengenharia para criar estruturas e órgãos que funcionem e restaurem a saúde daquela pessoa específica, e não uma parte de um cadáver, é o Santo Graal da medicina regenerativa.

No caso dos ovários artificiais, o sucesso começou na escolha do material usado para imprimir as estruturas: uma espécie de hidrogel composto por 90% de água e uma gelatina que é nada mais que colágeno — e por isso bem tolerado pelo corpo e seguro para uso em humanos —, rígido o suficiente para ser manipulado em cirurgias de implante.

Ao mesmo tempo, este hidrogel pôde ser configurado numa geometria porosa o bastante para interagir com os tecidos dos animais. E foi justamente esta última propriedade outro fator fundamental para o experimento dar certo. Os cientistas puderam testar ângulos de 30, 60 e 90 graus entre os filamentos do órgão impresso para ver qual melhor se adequava à sobrevivência e ao desenvolvimento do tecido ovariano — folículos formados por células produtoras de hormônios que cercam os óvulos imaturos — retirado das fêmeas e que depois os cientistas usaram para “semear” os ovários artificiais.

A maioria dos hidrogéis é muito fraca, já que são feitos na maior parte de água e frequentemente colapsam sobre si mesmos — destaca Ramille Shah, professora de engenharia de materiais da universidade americana e outra integrante do grupo de pesquisadores. — Mas encontramos uma temperatura da gelatina que permite a ela se sustentar e não colapsar e favorece a construção de camadas múltiplas. Ninguém até agora tinha conseguido imprimir a gelatina em uma geometria tão bem definida e autossustentada. Assim, este é o primeiro estudo a demonstrar que a arquitetura da estrutura faz diferença para a sobrevivência dos folículos.

FUTUROS EXPERIMENTOS EM HUMANOS

Especialistas em reprodução humana consideraram os resultados do estudo excepcionais, embora destaquem que ainda há um longo caminho antes que a técnica seja usada em humanos. Mas, assim como os cientistas do experimento, eles estão otimistas quanto aos seus futuros desenvolvimentos.

No caso de humanos, é mais difícil que estes ovários artificiais funcionem porque a complexidade dos folículos é muito maior, por exemplo — lembra Maurício Chehin, coordenador do projeto de oncofertilidade da Huntington Medicina Reprodutiva, que estima que os experimentos em humanos podem começar em de cinco a sete anos. — É uma perspectiva de fato muito boa.

Além de dar a meninas que se tratam de câncer a possibilidade de uma puberdade normal, espera-se que a técnica seja uma alternativa para mulheres que passam por terapias semelhantes e hoje se arriscam a reintroduzir a doença em seus corpos implantando diretamente tecidos ovarianos colhidos e preservados previamente ao tratamento, e que podem ter células cancerosas escondidas neles.

Poderemos separar só os folículos nestes tecidos, livres do risco de serem cancerosos, mas que sozinhos não conseguem crescer e amadurecer em óvulos, e dar a eles um lugar onde possam fazer isso, que são estes ovários artificiais — conta.

Dr. Maurício Chehin, médico coordenador de Oncofertilidade do Grupo Huntington.

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